domingo, 30 de agosto de 2009

Escola de Canuanã vence o 4º Prêmio Microsoft Educadores Inovadores Brasil



Concorrendo com mais de 700 trabalhos, o projeto “Barreiro - Fruticultura Doméstica em Miniaterro Sanitário Controlado”, desenvolvido pelo professor de Educação Ambiental, Lucrécio Filho, da Escola de Canuanã, da Fundação Bradesco, em Formoso do Araguaia, obteve o primeiro lugar na 4ª edição do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores Brasil, na categoria Inovação em Comunidade. O prêmio tinha ainda mais quatro categorias: Inovação em Conteúdo, Educador Inovador (Educação Básica) e Educador Inovador (Escolas Técnicas).

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 25 de agosto, no Teatro Franco Zampari, em São Paulo, e contou com a participação do presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy; do diretor de Educação da Instituição, Emílio Munaro; do presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun e do professor Eduardo Chaves, que proferiu a palestra “Por que a tecnologia é tão importante para a educação?”; além de profissionais de renome no cenário educacional, instituições parceiras e convidados.

Tendo como alternativa solucionar de forma prática o problema do lixo nas propriedades da zona rural, onde vivem as famílias dos alunos de Canuanã, o projeto do professor Lucrécio foi realizado com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio e do curso técnico em Agropecuária. O projeto também despertou a atenção da comunidade do entorno da escola, que também foi envolvida na iniciativa.

Como premiação pelo projeto, o professor Lucrécio Filho recebeu um troféu, um notebook e ainda o direito de participar da etapa que ocorrerá nos dias 24 e 25 de setembro em Buenos Aires, Argentina. Caso o trabalho da Escola de Canuanã seja escolhido nesta etapa, conquistará o direito de ser apresentado no evento mundial do Microsoft Innovative Teachers Forum, que será realizado em novembro, em Salvador, na Bahia.

COLECIONANDO PREMIAÇÕES

Esta não é a primeira vez que a Escola de Canuanã da Fundação Bradesco vence um prêmio de repercussão internacional. Em 2007, por exemplo, a aluna Salomidh Pereira Passarinho, da terceira série do Ensino Médio do Curso Técnico em Agropecuária, e sua professora, a veterinária Jefferlene Silva de Almeida, ganharam uma viagem à Barcelona, na Espanha, por terem vencido o 50º Concurso Cientistas do Amanhã, com o projeto “Análise da ação cicatrizante da mangabeira em bovinos”. O concurso foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

TERAPIA ZACARILIANA


Na semana passada, encaminhei uma mensagem via e-mail para alguns amigos (e outros nem tanto), onde eu fazia um pedido no mínimo inusitado. Solicitei que escrevessem algo sobre minha pessoa. Expliquei, ainda, que não precisava ser nada extenso, mas que escrevessem tudo que lhe viessem à cabeça quando pensassem em mim. Para arrematar, avisei que se tratava de um pedido do meu psiquiatra, e que fizessem isso por mim até segunda-feira, quando iria novamente à consulta para levar os textos.

Diante das respostas recebidas, muitas vezes, não me continha em dar umas boas gargalhadas. Outras vezes, ficava surpreendido, principalmente, porque vivia a oportunidade de enxergar a mim mesmo com os olhos dos outros.

A cada instante eu era lembrado das minhas virtudes. Algumas, —confesso— sequer tinha consciência de que as possuía. Mas também houve quem me apontassem os defeitos que, de agora em diante, vou tentar bani-los de minha vida, se é que isso é possível, já que sou um ser humano e, como tal, também sujeito as imperfeições. Mas uma coisa é certa: procurarei ser uma pessoa bem melhor.

O curioso é que teve quem viu na iniciativa, uma simples brincadeira minha ( o que realmente é verdade). Outros pensaram tratar-se de mais um vírus desses que infernizam a vida de quem navega pela internet. A maioria externou sua preocupação com o meu “estado de saúde”, devido a minha vida atribulada nos últimos tempos.

Uma jornalista amiga escreveu: “—Você nunca me deixou sem resposta, mesmo que fosse pra dizer que não iria poder me ajudar. Você sabe que é especial e meu braço direito, minha melhor fonte e o primeiro nome do qual me lembro nos momentos de aperto aqui na redação. Você continua em um espaço terno e cheio de carinho em meu coração”.

A preocupação de alguns amigos foi tanta que em uma das mensagens recebida dizia o seguinte: “—Pense em Deus, na sua família. Pense nos seus amigos que lhe querem bem. Lembre-se, você é imortal de Academia de Letras, mas não é imorrível. Por isso, antes de apertar o gatilho, conte até dez..."


Ilustração: Abel Costa

terça-feira, 7 de julho de 2009

Banda H2O Purificados lança primeiro CD em Gurupi


Com cinco anos de estrada no universo da música gospel, os integrantes da ex-Banda S'seis, ressurgem agora com uma nova proposta musical e também com nova denominação, porém, com o mesmo propósito de louvar o nome do Deus Todo Poderoso, levando a palavra do Altíssimo em forma de música a todos os cantos.

Tendo em sua formação os músicos João Fernando (violão e vocal), Luziano (contrabaixo), Paulo Sérgio (bateria) e Wellington (guitarra e vocal), a agora, rebatizada Banda H2O Purificados, prepara o lançamento de seu primeiro CD “Inclinai os Ouvidos”, que acontece neste sábado, 11, a partir das 19h30, na 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Gurupi, localizada na Avenida Guaporé, entre as ruas 14 e 15, do Setor Leste


O repertório é bastante animado, com músicas no estilo pop e pop-rock. Ao todo, são nove músicas inéditas, sendo sete composições da própria banda, e duas do tecladista Diomar Fontoura. O trabalho apresenta, ainda, dois corinhos bastante conhecidos no meio gospel que são: "Vem com Josué" e "Leão de Judá", com arranjos produzidos pela banda.


O CD “Inclinai os Ouvidos” foi gravado no estúdio da própria banda em Gurupi e remasterizado em Goiânia, na Bara Agência de Comunicação, do músico Zambelê.

Após o lançamento em Gurupi, a Banda H2O Purificados, dará continuidade ao trabalho de divulgação em várias cidades do Tocantins.


SERVIÇO

O quê? – Lançamento do CD “Inclinai os Ouvidos

De quem?- Banda H2O Purificados

Onde? - 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Gurupi - Avenida Guaporé, entre as ruas 14 e 15, do Setor Leste

Quando? - Sábado, dia 11, às 19h30

Preço do CD: R$ 100

quarta-feira, 1 de julho de 2009

“Jornalistas-cozinheiros”


Um amigo meu, dono de restaurante, me confidenciou que depois que o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes comparou a profissão de jornalista com a de cozinheiro, está pensando seriamente em recrutar esses profissionais diplomados para trabalhar na cozinha de seu estabelecimento.

Convém lembrar que “cozinhar”, no jargão jornalístico, significa reescrever texto publicado em outro veículo.

No cardápio, que passará a ser chamado de “Pauta do Dia”, provavelmente constará de certos pratos exóticos, com nomes sugestivos, tais como: “Manchete Sensacionalista ao Molho Madeira”, “Peixe na Retranca”, “Frango ao Copidesque” e, para acompanhar, que tal um “Cocktail de Última Edição”?

Em substancioso artigo publicado no site Observatório da Imprensa, nesta semana, o jornalista Alberto Dines faz um desafio: Gilmar Mendes, mesmo com seu vasto saber jurídico, sua cultura, sua capacidade de expressar-se com tanta clareza e elegância como também seu conhecimento do idioma alemão, quem teria coragem de contrata-lo para dirigir um jornal?

Dines enfatiza ainda que jornalistas são treinados para a infindável tarefa de reescrever-se continuamente e que nas redações não há tempo para filosofar. Nem há tempo para olhar-se no espelho e reclamar.

Agora, além do fim da obrigatoriedade do diploma, os candidatos a jornalistas que se interessarem por passar pela faculdade terão que estudar mais. No Ministério da Educação, a comissão que analisa as mudanças nas diretrizes curriculares do curso vai propor um aumento da carga horária das atuais 2.700 horas-aula para 3.200 horas-aula.
E tem mais: deverá voltar a permissão para a realização de estágio em redações, proibida desde a década de 70. E o curso de Jornalismo pode sair dos departamentos de Comunicação das universidades. Uma das idéias centrais da comissão é a necessidade de tirar o Jornalismo da área da Comunicação Social, passando a ter diretrizes independentes, mais focadas na área.

Nada contra a ilustre categoria dos profissionais de cozinha deste País, porém, graças a intérpretação equivocada do Douto Ministro Gilmar Mendes, de uma hora para outra, ficou-se sabendo que lugar de jornalista é na cozinha!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Vamos humanizar a Av. Goiás?


A primeira vista, pode até parecer alarmismo, mas não é. A Avenida Goiás, em Gurupi, precisa urgentemente humanizar-se, já que a cada dia que passa o ser humano vem perdendo espaço para os veículos que trafegam ou que ali simplesmente estacionam preguiçosamente, ocupando vaga até mesmo, dos clientes.

Após árdua discussão em sala de aula sobre o tema em questão e tendo a orientação do professor Paulo Albuquerque, acadêmicos do sexto período do curso de Jornalismo do Centro Universitário Unirg, dentro da disciplina Projetos Experimentais I, aceitaram o desafio de realizar uma pesquisa de campo nessa que é a principal e mais problemática Avenida de Gurupi.

Pensou-se inicialmente saber o que as pessoas acham da falta de estacionamento e quais sugestões poderiam ser feitas ao poder público. Alguns minutos de diálogo franco mostraram que a turma queria mais. O espaço para estacionar carros e motos na Goiás, ou melhor, a falta dele, é só um dos problemas que a avenida enfrenta. Na verdade, a idéia é propor uma discussão ampla sobre as condições gerais da Goiás.

A pesquisa ouviu 450 pessoas, com abordagens feitas nos comércios e serviços instalados ao longo do trajeto compreendido entre as ruas 02 e 19. Foram entrevistadas, ainda, pessoas que estavam na avenida durante o trabalho de pesquisa e outros usuários.

Apesar de árduo, o trabalho foi muito interessante, pois deu oportunidade para aproximar os acadêmicos das pessoas e realizar uma tarefa muito importante para todo e qualquer estudante que se propõe a mudar o mundo por meio de pesquisa científica.

Chama ainda a atenção, o relato dos acadêmicos ao constatar que a população não tem muita prática em responder perguntas qualitativas, que, grosso modo, são formuladas para redefinir parâmetros sociais. E mais: o gurupiense não está acostumado a ser consultado, por isto, não sabe bem qual é o papel da pesquisa científica.

Curiosamente, grande parte das pessoas entrevistadas nessa pesquisa afirmou não saber exatamente o que significa “humanizar a Avenida Goiás”, mas todas concordam num ponto: é preciso que se façam mudanças urgentes para melhorar a questão do trânsito e do estacionamento naquela via pública.

Por derradeiro, vejo esta experiência dos acadêmicos bastante proveitosa, não só para eles próprios, mas também, para a cidade que pode se beneficiar de seus resultados. Iniciativas como essa, devem e podem acontecer com mais freqüência, principalmente, aproveitando-se o potencial dos acadêmicos que recebem o suporte do Centro Universitário UnirG para desenvolver trabalhos científicos em prol da Capital da Amizade.

Foto: Cláudio Frascari

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Não se esqueçam de nós"


Um trabalho de grande alcance social. Esta é, sem dúvida, a verdadeira definição das atividades desenvolvidas pelos acadêmicos do sexto período do curso de Jornalismo do Centro Universitário UnirG, no bairro Cidade Industrial, sob a coordenação do professor Paulo Fernandes, dentro da disciplina de Jornalismo Comunitário I.

Os acadêmicos puderam conhecer de perto a realidade desse bairro — o mais afastado da cidade — e que, por isso mesmo, parece ser o mais esquecido pelo poder público. A comunidade é carente praticamente de tudo. Não conta com ruas asfaltadas, nem praças, posto de saúde, centro comunitário, cursos profissionalizantes, áreas adequadas para práticas esportivas e muitas coisas mais.

O mato alto toma conta de todo bairro. A iluminação pública é precária e, em alguns locais, ela simplesmente inexiste. Não há posto policial. O transporte coletivo deixa muito a desejar e não funciona nos fins de semana ou feriados.

Na única escola existente no bairro, ao concluir o primeiro grau, os alunos que quiserem dar continuidade a seus estudos enfrentam outro problema sério: a falta de transporte para se deslocar até uma das escolas de segundo grau no centro da cidade. Muitos desistem diante das dificuldades.

As crianças e adolescentes do Cidade Industrial anseiam por cursos de música, de teatro, de dança, de capoeira ou qualquer outra atividade cultural onde possam despertar a seu talento.

Enfim, são tantas as carências e muito a ser feito no bairro que qualquer benefício à comunidade, mesmo o mais simples, é visto como uma grande conquista. E é nesse contexto que se enquadra o trabalho social dos acadêmicos de Jornalismo, que acabam de presentear às pessoas que alí residem com o jornal experimental A Comunidade, que chega em boa hora para dar vez, voz e visibilidade a essas pessoas, que, assim como nós, são cidadãos e merecem toda a nossa admiração e o nosso respeito. (Zacarias Martins)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Caixa-prego do Senado


No mês passado, um estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que o Senado tinha mais 600 funções comissionadas e cargos com gratificação, que por si só já é uma verdadeira mamata patrocinada pelo erário público.

Mas as mamatas do Senado não param por aí. Agora, descobriu-se outra caixa-preta na Casa. Deixando à mostra certas traquinices de nossos senadores, constatou-se que atos administrativos secretos foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários.

Vocês pensaram que a farra era só essa? Não, minha gente, tinha (e se brincar, ainda tem mais). Levantamento feito por técnicos do Senado nos últimos 45 dias, a pedido da Primeira-Secretaria, detectou cerca de 300 decisões que não foram publicadas, muitas adotadas há mais de 10 anos.

O mais estranho é que ao entrarem em vigor, essas medidas além de terem gerado, comprovadamente, gastos desnecessários, trouxeram a lume a existência de curiosas figuras de espectoplasma funcional, fato que chama para a necessidade imperiosa de convocação de alguma equipe especializada de caça-fantasmas para extermina-los.

Entre os funcionários-fantasma do Senado estava João Fernando Michels Gonçalves Sarney. Por um ano e oito meses, esse jovem de apenas 22 anos, mas com sobrenome de peso, foi secretário parlamentar, função que dá direito a salário mensal de R$ 7,6 mil, até se exonerado recentemente quando “descobriram” que ele “trabalhava” no Senado.

Com tanta incidência de funcionários-fantasma que, de um hora para outra começaram a se materializar, é lícito afirmar que certos tipos de exorcização no serviço público finalmente começaram a surtir efeitos? (Zacarias Martins)