sábado, 21 de março de 2026

Aula magna Internacional da Universidade da Maturidade Indígena movimenta Tocantínia

 


Por Zacarias Martins - Fotos: Divulgação

Na manhã deste sábado, 21, a Aldeia Xerente Zé Brito, localizada no município de  Tocantínia, na região central do estado, foi palco de um encontro histórico que uniu tradição, educação e interculturalidade.

A Aula Magna Internacional do projeto de extensão da Universidade Federal do Tocantins(UFT) intitulado Universidade da Maturidade (UMA), polo indígena de Tocantínia,   reuniu representantes de sete países:  Portugal, França, Espanha, Chile, Cazaquistão, Eslováquia e Brasil, todos, em uma celebração marcada pela valorização da cultura indígena Akwẽ Xerente e pelos 20 anos da instituição.


Recepção Calorosa

O evento teve como mentores a Dra.Neila Brunsi Osório e o Dr. Luís Sinésio Neto, referências na construção de uma tecnologia social e educacional voltadas ao envelhecimento humano. A programação teve início com uma recepção calorosa conduzida pelo coordenador do polo da UMA em Tocantínia, professor Mestre  André Goveia, ao lado da equipe formada pelos professores Mestres Samuel Marques, Marcos Swuate e Orcimar Amorim.

A anfitriã do encontro, a cacique e anciã Isabel Xerente, acolheu os visitantes juntamente com os acadêmicos indígenas, reafirmando o espírito de fraternidade do povo Akwẽ.

Espaço sagrado

Ao som de cantos tradicionais, as delegações internacionais adentraram o Grande Warã — espaço sagrado destinado aos encontros comunitários e à escuta dos anciãos.

UMA Indígena

Durante a abertura, o professor André Goveia destacou os objetivos da Universidade da Maturidade - polo  Indígena  de Tocantínia, enfatizando o papel da educação na valorização cultural e na promoção do envelhecimento ativo entre os povos originários. Em seguida, o professor Mestre Marcos Swuate, a etnia Xerente,  apresentou a simbologia da pintura corporal Akwẽ Xerente, explicando sua relação com os clãs e identidades do povo.



Imersão na cultura Xerente

Em um momento de imersão cultural, os representantes internacionais foram convidados a experimentar as pinturas tradicionais, produzidas com tintas naturais extraídas de plantas como o jenipapo e a cabaça.

Integração cultural

A programação seguiu com a apresentação do canto tradicional “Aré, Aré, Um novo sol vai nascer”, entoado pelos acadêmicos indígenas. Em um gesto de união, os visitantes foram convidados a participar da dança, de mãos dadas com a comunidade, simbolizando a integração entre culturas e nações.


Importância cultural

Em sua fala, a professora Neila Brunsi Osório agradeceu a acolhida da comunidade e ressaltou a importância da cultura indígena Akwẽ como patrimônio vivo e essencial para o fortalecimento de práticas educativas mais humanas e inclusivas.

Destaque culinário

Outro momento marcante foi a apresentação da culinária tradicional, com destaque para a paparuta — prato típico preparado com massa de mandioca fresca, carne bovina e peixe, assado na brasa e envolto em folhas de bananeira. A degustação proporcionou aos participantes uma experiência sensorial da cultura local.


 Encerramento

O encerramento do evento foi simbólico e carregado de significado: representantes de cada país realizaram o plantio de árvores do cerrado no pátio da aldeia, em um gesto coletivo de compromisso com a preservação ambiental. A atividade foi acompanhada por um cântico tradicional Akwẽ em reverência à natureza, enquanto os participantes retornavam ao Grande Warã.

A Aula Magna Internacional reafirma o protagonismo da Universidade da Maturidade na promoção de uma educação intercultural e inclusiva, evidenciando que o diálogo entre saberes tradicionais e acadêmicos é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, diversa e sustentável.




quarta-feira, 11 de março de 2026

Biblioteca Municipal de Filadélfia recebe Roda de Conversa com o poeta e escritor Zacarias Martins

 Por Solange Dutra  - Fotos: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira, 11, o destacado poeta e jornalista tocantinense Zacarias Martins foi a grande atração num evento promovido pela Biblioteca Pública Municipal Professora Elza Pereira Marinho, em Filadélfia, no norte do estado, quando realizou uma movimentada Roda de Conversa literária, tendo como público-alvo, um seleto grupo de professores e alunos da rede pública de ensino da cidade.

Convite especial

Zacarias Martins esteve na cidade a convite do escritor e professor José Benilson, que vem se destacando por coordenar várias atividades nessa biblioteca, despertando o interesse da população para o salutar hábito da leitura e a produção textual.

Palestra lúdica

De forma lúdica e bem humorada, Zacarias Martins falou sobre a importância da leitura na formação intelectual do indivíduo, principalmente, no caso do  livro físico, onde o contato do leitor com a obra que está sendo lida, diminui barreiras e amplia os horizontes do conhecimento.O autor ainda fez um recital  de poesias.


Estímulos à leitura

 “É preciso  que  as pessoas  se enveredam ainda mais  pelos caminhos da leitura de forma prazerosa, estimulando, especialmente, nos jovens e adolescentes, ao interesse de lerem livros e, assim, ampliarem os horizontes do conhecimento”, afirmou Zacarias Martins, que fez questão de elogiar o trabalho  do professor  José Benilson junto à Biblioteca Municipal da cidade.

Conquistas

De acordo com Martins, mesmo sendo um trabalho  praticamente de formiguinha, o professor José Benilson já contabiliza significativas conquistas na formação crítica de leitores em Filadélfia.

Credenciais do autor

Zacarias Martins é poeta, cronista, palestrante e  jornalista associado à Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo – Febtur/Seccional Tocantins). Autor de seis livros de poesias publicados, além de uma obra voltada ao público infantil. Já o seu livro de crônicas, “Histórias da História de Gurupi” foi indicado por duas vezes para o vestibular da Universidade de Gurupi (UnirG) e seus textos integram diversas antologias literárias. Ele também é membro-fundador da Academia Tocantinense de Letras (ATL) e da Academia Gurupiense de Letras (AGL). Mantém diariamente o quadro das Curiosidades do Dia pela Rádio Master FM de Gurupi e é assessor de comunicação da regional Sul/Sudeste do Comitê de Cultura no Tocantins.









sábado, 7 de março de 2026

Cultura movimenta R$ 387,9 bilhões e emprega 5,9 milhões de brasileiros, aponta IBGE

 

O Comitê de Cultura no Tocantins destaca a importância dos dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante a 5ª edição dos Diálogos SNIIC, promovida pelo Ministério da Cultura (MinC). Segundo o levantamento mais recente do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), a cultura brasileira emprega atualmente cerca de 5,9 milhões de pessoas e movimenta R$ 387,9 bilhões em valor adicionado à economia — o equivalente a aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os números reforçam que a cultura não é apenas expressão simbólica e identidade, mas também vetor estratégico de desenvolvimento econômico e geração de renda no país. De acordo com os dados do IBGE, em 2022 o Brasil contabilizava 644,1 mil organizações culturais formalmente constituídas, responsáveis por empregar 2,6 milhões de pessoas. A massa salarial do setor chegou a R$ 102,8 bilhões, com remuneração média mensal superior à média nacional.

O levantamento considera não apenas as artes em sentido estrito, mas também atividades ligadas à economia criativa, como produção audiovisual, fabricação de mídias, softwares, equipamentos e serviços associados. Com esse recorte ampliado, a cultura representa 6,8% do total de empresas do país e 4,2% do pessoal ocupado formalmente. Em 2023, as atividades culturais somaram R$ 910,6 bilhões em receita líquida, evidenciando a capilaridade e o dinamismo do setor.

Dados

Para o Comitê de Cultura no Tocantins, os dados reafirmam a necessidade de fortalecer políticas públicas estruturantes, que ampliem oportunidades de formalização e sustentabilidade econômica, especialmente nos estados da Região Norte.

Apesar da relevância econômica, o setor cultural ainda enfrenta forte informalidade. Em 2024, a cultura reuniu 5,9 milhões de trabalhadores, o equivalente a 5,8% do total de ocupados no país. No entanto, 44,6% atuavam em ocupações informais, e 43% trabalhavam por conta própria. O levantamento revela ainda um dado significativo: 30,1% dos trabalhadores da cultura possuem ensino superior completo — percentual superior à média nacional —, mas ainda assim enfrentam vínculos precários de trabalho.

As desigualdades regionais também são expressivas. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro apresentam maior participação do setor no total de ocupados, enquanto unidades da Região Norte registram índices mais baixos, evidenciando a necessidade de políticas descentralizadas e territorializadas.

Para o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, esses dados dialogam diretamente com a realidade local, onde muitos trabalhadores e trabalhadoras da cultura atuam como microempreendedores individuais ou em formatos autônomos, demandando mecanismos mais eficazes de proteção social e estímulo à formalização.

Preços, acesso e cultura digital

O estudo também apresentou o Índice de Preços da Cultura (IPECult), que registrou variação inferior ao índice geral de inflação entre 2020 e 2024, sugerindo relativa estabilidade nos preços de bens e serviços culturais. Outro destaque é o avanço do acesso digital: cerca de 90% da população com 10 anos ou mais utilizou a internet nos três meses anteriores à pesquisa. Entre as práticas culturais online mais frequentes estão assistir a vídeos, ouvir músicas ou podcasts e ler notícias ou livros digitais.

Para o Comitê, o crescimento do consumo cultural mediado por plataformas digitais reforça a importância de investimentos em conectividade, formação tecnológica e democratização do acesso, especialmente em comunidades periféricas, rurais e tradicionais.

Patrimônio, turismo e economia criativa

Os dados também apontam a relevância do turismo cultural e de natureza. Em 2024, foram registradas cerca de 1,7 milhão de viagens motivadas principalmente por cultura e gastronomia, além de 1,5 milhão com foco em natureza, ecoturismo e aventura. O levantamento evidencia o potencial estratégico do patrimônio histórico, cultural e natural como indutor de desenvolvimento sustentável e geração de renda nos territórios.

Comitê

O Comitê de Cultura no Tocantins é resultado de uma parceria entre a Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), a Associação Gurupiense de Artesãos (AGA) e o Instituto Social Cultural Araguaia (ISCA). Com sede em Palmas, o comitê faz parte do Programa Nacional de Comitês de Cultura do Ministério da Cultura e conta com representações regionais: uma em Gurupi, que cobre as regiões sul e sudeste do estado, e outra em Araguaína, responsável pela atuação no norte do Tocantins.


OPINIÃO – Um episódio, muitos cancelamentos e poucas reflexões, sobre a inclusão nas escolas de Gurupi



Por Gilberto Correia da Silva

A polêmica gerada pela fala da diretora da Escola Municipal de Tempo Integral Odair Lúcio, em Gurupi, ao se referir ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) como “transtorno da moda”, provocou uma reação imediata e intensa nas redes sociais, nas tribunas políticas e nos grupos de debate da cidade. A diretora foi duramente criticada, atacada e praticamente “cancelada”.

É necessário dizer, sem rodeios, que a fala foi infeliz e inadequada. Uma educadora, ainda mais ocupando cargo de direção, precisa ter sensibilidade e responsabilidade ao tratar de um tema tão delicado e que envolve famílias, crianças e profissionais da educação.

Mas há um problema ainda maior. A sociedade gurupiense parece ter descoberto agora que existem centenas de crianças com Transtorno do Espectro Autista na rede municipal de ensino.

O caso expôs algo que há muito tempo precisa ser discutido com seriedade. A inclusão escolar não se resolve com discursos, notas oficiais ou números apresentados em relatórios.

A gestão municipal afirma que a rede conta com 24 salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores especialistas, profissionais de apoio e uma equipe multidisciplinar formada por coordenação, supervisão, assistentes sociais e psicólogas, acompanhando cerca de 400 estudantes com diagnóstico de TEA.

A estrutura é importante e merece reconhecimento. Porém, uma pergunta precisa ser feita com honestidade. Essa estrutura consegue realmente atender todas as escolas e todos os alunos que necessitam desse acompanhamento?

A matemática da realidade escolar mostra que a situação é mais complexa do que parece. Importante ressaltar que esse não é problema exclusivo de Gurupi, mas, via de regra, em todo o Brasil, possivelmente com raras exceções.

Em Gurupi, segundo a nota da prefeitura, são cerca de 400 alunos diagnosticados espalhados por diferentes escolas da rede municipal. Ainda que existam 24 profissionais especialistas ou salas de AEE, é evidente que essa equipe não consegue atuar em todas as unidades ao mesmo tempo.

Na prática, o que muitas vezes acontece é que um aluno com necessidade específica acaba esperando atendimento especializado ou, em alguns casos, o problema precisa ser enfrentado por algum professor “designado” para a função, que nem sempre possui a formação adequada para lidar com determinadas situações.

Outro ponto pouco discutido é que nem todos os casos de TEA são iguais. O espectro autista possui diferentes níveis e características. Cada criança apresenta necessidades próprias, exigindo acompanhamento individualizado, paciência, conhecimento técnico e suporte contínuo.

Quando existe um número maior de alunos em determinada escola, a atuação da equipe especializada costuma ser, ou deveria ser, mais frequente. Mas quando há apenas um ou dois alunos com essa condição em determinada unidade, o atendimento muitas vezes se torna mais espaçado, e o professor da sala regular precisa lidar praticamente sozinho com o desafio.

Isso não é uma crítica isolada a profissionais da rede. Pelo contrário. Muitos professores enfrentam essa realidade diariamente, com dedicação, boa vontade e esforço pessoal, muitas vezes sem o suporte necessário.

Outro aspecto que também precisa ser tratado com equilíbrio é o papel da família. Sem generalizar, é verdade que existem famílias profundamente comprometidas com o acompanhamento de seus filhos. Mas também existem situações em que a escola acaba recebendo toda a responsabilidade pela educação, cuidado e disciplina da criança, como se fosse possível transferir integralmente para a instituição aquilo que também precisa ser trabalhado dentro de casa.

A escola tem responsabilidade educacional e inclusiva, mas a família continua sendo o primeiro espaço de formação da criança. Portanto, reduzir todo esse debate a um episódio isolado ou a uma única fala equivocada é simplificar demais um problema complexo.

Também chama atenção a postura de alguns setores políticos que rapidamente ocuparam tribunas e redes sociais para condenar a diretora, muitas vezes sem sequer conhecer de perto a realidade das escolas. Em tempos de redes sociais e proximidade eleitoral, infelizmente não são poucos os que transformam qualquer crise em palco de visibilidade e engajamento digital.

Criticar é fácil. Difícil é visitar escolas, conversar com professores, acompanhar o cotidiano de uma sala de aula inclusiva ou passar algumas horas observando o desafio real de atender alunos com diferentes necessidades.

Da mesma forma, uma capacitação anual isolada não transforma automaticamente um professor em especialista em educação inclusiva. Inclusão exige formação contínua, acompanhamento pedagógico, apoio psicológico, presença constante de profissionais especializados e políticas públicas que funcionem de fato no cotidiano escolar.

Dar vaga em sala de aula não resolve o problema por si só. Inclusão verdadeira não é apenas matricular o aluno. É garantir que ele tenha condições reais de aprender, se desenvolver e conviver.

Por isso, este episódio precisa servir como ponto de partida para uma discussão séria e responsável. A diretora poderia, sim, ter demonstrado mais sensibilidade ao tratar do tema. Mas a crise revelou algo maior, que o desafio da inclusão escolar em Gurupi é mais profundo do que muitos imaginavam.

Não se trata apenas de defender ou condenar alguém. Trata-se de encarar a realidade.

A inclusão verdadeira exige compromisso de todos, sejam gestores públicos, professores, especialistas, famílias e sociedade. Porque, no final das contas, estamos falando de crianças que não precisam de polêmica. Precisam de estrutura, preparo, respeito e cuidado real. E as professores e professores, também. 


Gilberto Correia da Silva – Professor Aposentado, jornalista, escrito






Obra de Eliosmar Veloso é destaque em encenação teatral do IFTO, em Gurupi



Por Henrique Drummond - Fotos: Divulgação

Fonte:  Jornal Cocktail

Na sexta-feira (6), os estudantes da 2ª série do Curso Técnico em Teatro do  Instituto Federal do Tocantins - IFTO/Campus Gurupi, apresentaram um espetáculo  teatral baseado na obra literária “Janela da Liberdade”, do escritor gurupiense Eliosmar Veloso. 

O evento fez parte das culminâncias das leituras realizadas na aula de Língua Portuguesa/Literatura, ministrada pela professora Dra. Solange Cavalcante de Matos, em que os estudantes leram obras clássicas do período literário Romantismo e expuseram suas leituras e análises por meio de gêneros diversificados, como teatro, podcasts, entrevistas e mesas redondas. 

De acordo com a professora Solange, a obra “Janela da Liberdade” foi escolhida devido a sua qualidade literária e por se encaixar perfeitamente nas características da escola literária estudada, além de apresentar temática relacionada ao patriarcalismo e à luta da mulher por sua liberdade diante de uma sociedade machista e opressora em meados do século XX.

 


Formação crítica

“Essa obra de Veloso,  contribui para a formação crítica dos estudantes e para uma reflexão sobre essa temática na contemporaneidade”, destacou a professora.

Presenças ilustres

Para abrilhantar  a apresentação, os estudantes foram brindados com a ilustre presença do autor do livro, Eliosmar Veloso, que contribuiu participando de uma breve roda de conversa abordando detalhes sobre o livro.

Quem também marcou presença prestigiando a apresentação foi o festejado poeta e jornalista Zacarias Martins, membro-fundador da Academia Tocantinense de Letras (ATL) e da Academia Gurupiense de Letras (AGL), uma das maiores referências da literatura tocantinense contemporânea, que elogiou   o evento.



domingo, 22 de fevereiro de 2026

Gurupi recebe oficina gratuita que orienta na elaboração de projetos culturais




Por Zacarias Martins - Fotos: Lettícia Japiassú

A regional sul/sudeste do Comitê de Cultura no Tocantins e a Associação de Artes de Gurupi (AAG), realizaram na tarde de domingo (22), no auditório do Centro Cultural Mauro Cunha, uma Oficina de Projetos Culturais visando o fortalecimento, a prospecção da cadeia produtiva e a escrita de projetos culturais.

Objetivos

Ministrada Marilia Pokwyj,  que atua como  produtora regional de eventos e ações socioculturais do Comitê de Cultura, a oficina que foi voltada a artistas, grupos e produtores culturais, teve como objetivo capacitar os participantes nos principais aspectos técnicos da formulação de propostas, desde o planejamento e redação até a formatação exigida por editais públicos.

Abordagens

Foram abordados temas como estruturação de projetos culturais, atendimento aos critérios de seleção, clareza e objetividade na descrição de propostas e noções básicas de regulamentação e requisitos formais.

Importante oportunidade

O presidente da Associação de Artes de Gurupi, Emerson Leitão filho, disse que  a realização dessa oficina representa uma importante oportunidade para qualificar a produção cultural local e fortalecer iniciativas artísticas no município. 


Elevando o nível técnico

Já Adriana Angélica Mendonça Chaves, responsável pela coordenação metodológica do Comitê de Cultura,  destaca que num momento em que o setor cultural busca reafirmar sua relevância, iniciativas de capacitação como esta elevam o nível técnico dos projetos e fomentam a diversidade de expressão na cidade.




Sobre a oficineira

Marília Pokwyj é indígena da aldeia Takaywra, pertencente ao povo Krahô, onde construiu sua trajetória unindo saberes ancestrais, arte e ciência. Artesã, artista plástica e pajé, desenvolve seu trabalho com base na espiritualidade, na cultura e na cura tradicional do seu povo, expressando por meio da arte a força, a memória e a identidade indígena.

Engenheira florestal e mestranda em Ciências Florestais e Ambientais pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), atua na valorização dos territórios e dos conhecimentos tradicionais. Atualmente é Coordenadora de Promoção ao Etnodesenvolvimento no Ministério dos Povos Indígenas, contribuindo com políticas voltadas aos povos indígenas.

Articulação cultural

O Comitê de Cultura no Tocantins é resultado de uma articulação entre a Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), a Associação Gurupiense de Artesãos (AGA) e o Instituto Social Cultural Araguaia (ISCA). A organização tem sede em Palmas e integra o Programa Nacional de Comitês de Cultura, do Ministério da Cultura, contando ainda com representações regionais em Gurupi — responsável pelas regiões sul e sudeste — e em Araguaína, que atende o norte do estado.




sábado, 21 de fevereiro de 2026

Comitê de Cultura no Tocantins promove oficina de comunicação para artistas em Gurupi



Por Zacarias Martins

Fotos: Lettícia Japiassú


Numa iniciativa do Comitê de Cultura no Tocantins, por meio da sua regional sul/sudeste, foi realizada na noite de sexta-feira (20), no Ponto de Cultura  da  CIA Lambrequins, localizado no Residencial Jardim dos Buritis, em Gurupi, a Oficina de Comunicação na Cultura, com gestão de redes sociais, buscando-se  o  engajamento e o monitoramento.

Objetivos

De acordo com Maria do Socorro Barros, coordenadora da regional sul/sudeste do Comitê de Cultura no Tocantins, essa atividade foi voltada à formação sobre as políticas públicas culturais para o desenvolvimento dos artistas nas mídias e redes sociais, bem como, o fortalecimento da organização e divulgação dos trabalhos destes artistas.

Sobre a oficineira

Anna Chaves é multiartista, fotógrafa, videomaker e social media, formada em Produção Audiovisual pela FAM. Sua atuação transita entre a criação artística e a construção estratégica de narrativas visuais, desenvolvendo projetos que dialogam com a cultura contemporânea e a potência da imagem como linguagem.

Assina trabalhos como diretora de fotografia, diretora, roteirista, operadora de câmera e montadora, acumulando experiência em videoclipes, documentários, curtas-metragens e cobertura de shows. Sua prática integra sensibilidade estética e domínio técnico, explorando diferentes formatos e dispositivos para contar histórias com identidade e impacto.

CIA Lambrequins

O Ponto de Cultura da CIA Lambrequins é um espaço de formação artística e transformação social certificado pelo Ministério da Cultura. Oferece cursos como teatro, circo, violão, balé, capoeira, dança do ventre, k-pop e pintura facial, com foco na criatividade, troca de afeto e construção coletiva.  



Articulação cultural

O Comitê de Cultura no Tocantins é resultado de uma articulação entre a Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), a Associação Gurupiense de Artesãos (AGA) e o Instituto Social Cultural Araguaia (ISCA). A organização tem sede em Palmas e integra o Programa Nacional de Comitês de Cultura, do Ministério da Cultura, contando ainda com representações regionais em Gurupi — responsável pelas regiões sul e sudeste — e em Araguaína, que atende o norte do estado.