quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Agmael Lima leva as assombrações de Nova Ipixuna às páginas de Contos Visagentos

Publicado pela Editora Veloso, livro de 120 páginas reúne seis narrativas que combinam suspense, humor e tradição oral no interior do Pará.

Por Zacarias Martins

A caminho de um forró, Seu Dedé passa a cavalo por um antigo cemitério na Vicinal Encantado, em Nova Ipixuna (PA). É agosto de 1981, e o perfume das açucenas à beira da estrada está mais forte do que de costume. Mais tarde, no salão iluminado por lampiões, ele avista uma mulher de branco com uma dessas flores no cabelo. O detalhe, em meio à música e à poeira levantada pelos dançarinos, traz de volta a lembrança do cemitério. A cena abre “A Dama das Açucenas”, primeiro conto de Contos Visagentos, do escritor paraense Agmael Lima.

Publicado em 2026 pela Editora Veloso, de Gurupi (TO), o livro reúne seis narrativas ambientadas em Nova Ipixuna, terra natal do autor. Estradas de chão, festas, matas e margens de rio dão forma às histórias. Nos diálogos, o jeito de falar dos personagens aproxima a escrita dos causos contados em família e entre vizinhos. O suspense cresce em situações corriqueiras, quando um trajeto conhecido ou uma noite de festa ganha um detalhe difícil de explicar.

Entre o mistério e o humor

Em “Ihuná: O Abraço da Morte”, narrativa dividida em três partes, uma mulher misteriosa ligada ao rio atrai quem se deixa levar por seu canto. A história explora o fascínio e o temor que as águas despertam, retomando uma imagem recorrente no imaginário amazônico. Em outro registro, “CSI: Nova Ipixuna - Fedor, Fofoca e Fiasco” faz graça com a investigação anunciada no título e com a curiosidade que cerca um acontecimento fora do comum.

O volume inclui ainda “A Mulher de Vermelho”, “A Sedução da Prostituta” e “O Convite da Noiva”. A variedade dos enredos permite ao autor explorar diferentes maneiras de criar expectativa, da aparição em meio a uma cena cotidiana ao mistério que cresce à medida que a história passa de boca em boca.

Da memória de família à ficção

Seu Dedé, personagem do conto de abertura, leva o nome e o apelido de Fidelcino, pai do autor e um dos pioneiros de Nova Ipixuna. Na dedicatória, Agmael homenageia a mãe, Luzia Lima, que o ensinou a ler aos cinco anos e o aproximou do universo das histórias. A presença dos dois no livro, cada um à sua maneira, dá à coletânea uma dimensão familiar e ajuda a situar o vínculo do escritor com o lugar em que cresceu.

O prefácio é assinado pela escritora e crítica literária Maria Madalena de Assunção Flores, que aborda a relação entre as narrativas, a oralidade amazônica e a memória das comunidades. O texto chama atenção para o papel de pescadores e moradores de comunidades ribeirinhas na transmissão de histórias em que crenças, lembranças e acontecimentos do cotidiano se misturam. Na ficção de Agmael, esse repertório ganha forma em cenas como a do forró de Seu Dedé, em que o som da sanfona e o cheiro de uma flor situam o leitor antes que a assombração se anuncie.

Sobre o autor

Nascido em Nova Ipixuna, Agmael Lima dos Santos é professor, escritor, poeta, contista e compositor. Entre seus livros estão Ancestralidade (2019), Livusias Que o Povo Vê (2024) e Volúpia em Carne Viva (2025). Em 2015, recebeu o IV Prêmio Inglês de Souza de Literatura, na categoria poesia, concedido pela Academia de Letras do Sul e Sudeste do Pará.

Sua atuação cultural também passa pela música. Composições de sua autoria conquistaram sete vezes o primeiro lugar no Festival da Canção Popular de Nova Ipixuna. No Festival Canta Marabá, ficou em segundo lugar com “Antologia Paraense”, em 2016, e com “Aquarela Paraense”, em 2018. Integra a Associação dos Escritores do Sul e Sudeste Paraense e a Academia de Letras de Rondon do Pará e Região.

Informações sobre o livro

Obra - Contos Visagentos

Autor - Agmael Lima

Gênero - Contos

Publicação - Editora Veloso, Gurupi (TO), 1ª edição, 2026

Páginas - 120

ISBN - 978-65-5282-072-3

Contato do autor - WhatsApp (94) 99274-3152

Contato da editora - WhatsApp (63) 98487-1558



Comitê de Cultura no Tocantins lança nova fase do Circuito de Formações com ações previstas em diferentes regiões do estado


O conhecimento sobre os direitos culturais, os mecanismos de financiamento e as políticas públicas de cultura precisa chegar a todos os territórios, não apenas aos grandes centros urbanos. É com essa proposta que o Comitê de Cultura no Tocantins inicia a segunda fase do Comitê de Cultura Itinerante – Circuito de Formações, uma ampla mobilização que prevê a realização de 58 ações, entre atividades formativas e intervenções socioculturais, distribuídas por diferentes regiões do estado.

A iniciativa integra as ações do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), do Ministério da Cultura (MinC), e busca fortalecer a atuação de artistas, produtores culturais, gestores públicos, organizações da sociedade civil, mestres e mestras da cultura popular, povos indígenas, comunidades quilombolas e a sociedade como um todo.

O Circuito pretende enfrentar uma das principais dificuldades vivenciadas por quem produz cultura fora dos grandes centros: a distância entre os territórios e as oportunidades de formação, orientação técnica e acesso aos instrumentos de fomento.

Para isso, a programação será desenvolvida de forma descentralizada, respeitando as particularidades de cada região e valorizando os conhecimentos, as experiências e as demandas das comunidades locais.

O coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, destaca que a segunda fase representa a continuidade de um trabalho que reconhece a diversidade cultural do estado e a necessidade de democratizar as oportunidades de qualificação. 

“Não podemos falar em democratização da cultura enquanto o acesso à informação, à formação e aos recursos continuar concentrado em poucos lugares. O Tocantins tem uma produção cultural extraordinária, presente nas comunidades quilombolas, nas aldeias indígenas, nas periferias, nas cidades pequenas e nos grandes centros. Nosso compromisso é fazer com que as políticas públicas alcancem essa diversidade. Com o Circuito de Formações, queremos que os fazedores de cultura tenham cada vez mais autonomia para compreender seus direitos, acessar oportunidades, desenvolver projetos e participar das decisões que impactam seus territórios”, afirma Kaká Nogueira.

Formação para ampliar direitos e oportunidades

A programação da segunda fase está estruturada em três grandes eixos temáticos, que dialogam diretamente com os desafios enfrentados pelos trabalhadores da cultura e pelas administrações públicas municipais, sendo eles de Gestão Pública da Cultura, Direitos Culturais e Participação Social, e Acesso ao Financiamento e ao Fomento.

O ministrante Tales Monteiro, que participa das atividades formativas do Circuito, ressalta a importância de trabalhar os conteúdos de maneira acessível e conectada às experiências dos participantes.

“Muitas vezes, o artista, o gestor de cultura e/ou produtor cultural tem uma excelente ideia, desenvolve um trabalho importante para a comunidade, mas encontra dificuldades quando precisa transformar essa experiência em um projeto ou compreender os caminhos para acessar uma política pública. A formação tem justamente esse papel de aproximar o conhecimento técnico da realidade de quem faz cultura. Queremos que as pessoas saiam desses encontros não apenas com novas informações, mas com mais segurança para colocar suas ideias em prática e ocupar os espaços que são seus por direito”, destaca Tales Monteiro.

Uma rede de formação que percorre o Tocantins

A estratégia de descentralização é um dos principais diferenciais do Circuito de Formações. Em vez de concentrar a programação na capital, o Comitê organiza suas atividades por meio de uma rede de instituições parceiras com atuação territorial em diferentes regiões.

A Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC) é responsável pela articulação em Palmas e na região central do estado. Na região sul, a atuação acontece por meio da Associação Gurupiense de Artesãos (AGA), com referência em Gurupi. Já o Instituto Social e Cultural Araguaia (ISCA) desenvolve o trabalho de articulação em Araguaína e na região norte.

Para Kaká Nogueira, essa articulação em rede é fundamental para que as ações formativas produzam resultados que ultrapassem o período de realização das oficinas.

“Uma oficina não pode ser um acontecimento isolado. Ela precisa gerar conexões, despertar possibilidades e deixar conhecimentos que continuem circulando na comunidade. Quando aproximamos gestores, artistas, produtores, mestres da cultura popular e lideranças comunitárias, também estamos fortalecendo a capacidade de organização dos territórios. Queremos contribuir para que cada município tenha agentes culturais mais preparados, participativos e capazes de reivindicar e construir políticas públicas permanentes”, acrescenta o coordenador-geral.

Sobre o Comitê de Cultura no Tocantins

O Comitê de Cultura no Tocantins integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), iniciativa do Ministério da Cultura voltada à ampliação do acesso às políticas públicas de cultura, ao fortalecimento da participação social e à valorização da diversidade cultural brasileira.

No estado, a iniciativa é coordenada pela Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), em parceria com a Associação Gurupiense de Artesãos (AGA) e o Instituto Social e Cultural Araguaia (ISCA).

A atuação contempla ações de formação, mobilização social, comunicação, articulação territorial e orientação aos agentes culturais, contribuindo para aproximar as políticas públicas federais das diferentes realidades do Tocantins. 

Realização: Programa Nacional dos Comitês de Cultura – Ministério da Cultura.

Coordenação estadual: FETAC, em parceria com AGA e ISCA.




quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Comitê de Cultura no Tocantins incentiva participação em consulta pública do MinC para ampliar transparência das políticas culturais

Artistas, produtores, gestores erepresentantes de coletivos culturais têm até 6 de novembro para contribuir coma escolha dos dados que deverão ser priorizados na divulgação pelo Ministérioda Cultura 

OComitê de Cultura no Tocantins está mobilizando artistas, produtores, gestorespúblicos, pesquisadores, coletivos, Pontos de Cultura e representantes dasociedade civil para participarem da consulta pública promovida pelo Ministérioda Cultura (MinC), que busca identificar quais informações relacionadas àspolíticas culturais brasileiras devem ter prioridade na disponibilização emformato aberto. A iniciativa representa uma oportunidade para que a populaçãoparticipe diretamente da definição de estratégias de transparência, acesso àinformação e acompanhamento dos investimentos públicos em cultura.

Aconsulta recebe contribuições até 6 de novembro de 2026,por meio da plataforma Brasil Participativo. Os resultados serão consideradosna elaboração do novo Plano de Dados Abertos (PDA) do Ministério da Cultura,referente ao ciclo de 2027 a 2028, que orientará a organização e o cronogramade disponibilização das informações públicas do órgão.

Aotodo, estão disponíveis 24 bases de dados para avaliação, abrangendo programasde fomento, equipamentos culturais, projetos, iniciativas de formação, sistemasde informações, contratos e convênios. Entre os conjuntos apresentados estãodados sobre a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), a LeiPaulo Gustavo, a Política Nacional de Cultura Viva, a Lei Rouanet, o SistemaNacional de Cultura (SNC) e o Mapa da Cultura.

Ocoordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, destaca que a participação dosagentes culturais nesse processo é especialmente importante para estados como oTocantins, onde a diversidade das manifestações culturais e as particularidadesterritoriais precisam ser consideradas na formulação das políticas públicas. "Ademocratização da cultura também passa pela democratização da informação.Quando os dados sobre investimentos, programas e políticas culturais sãodisponibilizados de maneira acessível, a sociedade ganha instrumentos paraacompanhar os recursos públicos, identificar oportunidades e participar dasdecisões. É importante que os fazedores de cultura do Tocantins, especialmenteaqueles que estão nos municípios do interior, nas comunidades tradicionais enos territórios periféricos, participem dessa consulta. Precisamos garantir quea realidade dos nossos territórios também esteja representada nas prioridadesnacionais", ressalta Kaká Nogueira.

 Acessoà informação Adisponibilização de dados culturais em formatos abertos permite que asinformações sejam consultadas, utilizadas, compartilhadas e analisadas pordiferentes setores da sociedade. Além de contribuir para a transparência daadministração pública, a medida pode favorecer pesquisas, diagnósticosterritoriais, desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e aprimoramento depolíticas de financiamento e valorização das expressões culturais brasileiras.

Naprática, informações sistematizadas sobre a execução da Política Nacional AldirBlanc e da Lei Paulo Gustavo, por exemplo, podem auxiliar pesquisadores,conselhos e organizações culturais a avaliar a implementação desses mecanismosde fomento. Já os dados relacionados ao Sistema Nacional de Cultura podemcontribuir para o acompanhamento da adesão de estados e municípios e dofortalecimento da gestão cultural.


Outras bases disponíveis na consulta incluem informações sobre os Pontos e Pontões deCultura, por meio da Plataforma Rede Cultura Viva; projetos culturaisapresentados à Lei Rouanet; artistas, espaços e eventos cadastrados no Mapa daCultura; iniciativas de formação artística e cultural; além de equipamentoscomo os CEUs da Cultura e as unidades itinerantes do programa MOVCEU. Tambémestão contemplados dados referentes à plataforma audiovisual Tela Brasil,eventos literários, bibliotecas, convênios, licitações e contratosadministrativos do Ministério da Cultura.

 Comoparticipar da consulta pública?Aparticipação é realizada pela internet, por meio da plataforma BrasilParticipativo. Os interessados devem acessar a página oficial da consulta,entrar em sua conta e preencher o formulário disponibilizado.

Cadaparticipante poderá selecionar de uma a 24 bases de dados, considerando quaisinformações julga mais importantes para o acompanhamento das políticasculturais brasileiras. As contribuições serão consideradas pelo Ministério daCultura na definição das prioridades e na organização do cronograma de aberturados dados.

 ComitêO Comitê de Cultura Itinerante Tocantins integra oPrograma Nacional dos Comitês de Cultura, realizado pelo Ministérioda Cultura, e segue com sua agenda de formações em diferentes municípios,consolidando uma rede de fortalecimento cultural em todo o territóriotocantinense.

 SERVIÇO

O quê: Consulta Pública para elaboração do Plano de Dados Abertos do Ministério da Cultura

Prazo para participar:Até 6 de novembro de 2026

Quem pode participar:Toda a população, incluindo artistas, produtores, gestores, pesquisadores,coletivos e organizações culturais

Comoparticipar:Acessar a plataforma Brasil Participativo, entrar na conta e preencher oformulário, selecionando as bases de dados consideradas prioritárias

Linkdireto: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/plano-de-dados-abertos-MinC/f/5933/

Realizaçãoda consulta:Ministério da Cultura

Mobilização no Tocantins:Comitê de Cultura no Tocantins 



sábado, 31 de outubro de 2026

Livro reúne histórias de mulheres de Dorilândia e transforma projeto escolar em registro da memória local

Organizada pelos professores Aizam Cristina Alves da Silva e Luan Alves de Sá, obra reúne entrevistas realizadas por estudantes da Escola Estadual Padre José de Anchieta


Por Zacarias Martins 

As lembranças, os desafios e as conquistas de mulheres de Dorilândia, no município de Sandolândia, Tocantins, ganham espaço nas páginas de “Vozes Silenciadas: do silêncio ao protagonismo - Resgatando Memórias das Mulheres de Dorilândia”. Publicado pela Editora Veloso, o livro é resultado de um projeto interdisciplinar desenvolvido com estudantes da 2ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Padre José de Anchieta.

Organização do trabalho

Organizada pelos professores Aizam Cristina Alves da Silva e Luan Alves de Sá, a publicação reúne 14 entrevistas que abordam infância, trabalho, educação, maternidade, relações familiares, dificuldades e transformações sociais. Ao registrar essas experiências, a iniciativa reconhece a participação das mulheres na construção da comunidade e aproxima os jovens da história do lugar onde vivem.

Mulheres entrevistadas

Entre as entrevistadas estão Dona Creuza, Anna Lúcia Zavatta de Carvalho, Laura Lisboa de Brito, Núbia Francisca Passarinho, Madalena Corrêa de Andrade e a própria professora Aizam Cristina. As trajetórias revelam diferentes experiências de vida e ajudam a compreender como o trabalho, os cuidados com a família e a busca por oportunidades atravessam gerações.

Estudantes participam da preservação da história

Desenvolvido nas áreas de Língua Portuguesa e Educação Física, o projeto colocou os alunos na condição de pesquisadores e entrevistadores. A escuta e o registro dos depoimentos permitiram transformar memórias transmitidas oralmente em um documento acessível à comunidade e às próximas gerações.

A proposta também abriu espaço para o diálogo sobre direitos das mulheres, desigualdades e enfrentamento da violência. A obra apresenta registros de rodas de conversa e ações de conscientização, ampliando o alcance do trabalho para além das atividades em sala de aula.

“Dar voz também é preservar memória”, afirma a apresentação do livro, sintetizando o propósito da iniciativa.

Uma experiência pessoal que se tornou ação coletiva

A história de Aizam Cristina ajuda a compreender a origem do projeto. Em seu depoimento, a professora relata experiências familiares marcadas pela violência contra a mulher e os desafios que enfrentou para continuar estudando depois de se tornar mãe na adolescência.

Após um período afastada dos estudos, voltou à escola e, posteriormente, realizou o sonho de ser professora. Sua trajetória integra o conjunto de entrevistas e estabelece uma ligação entre a experiência pessoal da educadora e a proposta de ouvir outras mulheres.

Ao reunir educadores, estudantes e moradoras, “Vozes Silenciadas” transforma uma experiência pedagógica em registro da história local. Nas entrevistas, mulheres da comunidade assumem o centro da narrativa e deixam suas memórias documentadas para os leitores de hoje e do futuro.

Sobre os autores e organizadores

Aizam Cristina Alves da Silva é professora da Escola Estadual Padre José de Anchieta, em Dorilândia, e idealizadora do projeto “Vozes Silenciadas: do silêncio ao protagonismo”. Sua trajetória é marcada pela retomada dos estudos e pela realização do sonho de exercer a docência. Mãe na adolescência, precisou interromper a formação escolar e, ao retornar, conciliou o trabalho como merendeira com a conclusão do Ensino Médio. As experiências vividas contribuíram para sua defesa da educação, da autonomia e da igualdade de direitos das mulheres. No livro, participa como organizadora e entrevistada, compartilhando memórias que ajudam a compreender a motivação da iniciativa.

Luan Alves de Sá nasceu em Araguaçu, Tocantins, em 14 de julho de 2001, e foi criado na Fazenda Lago Grande, no município de Sandolândia, em uma comunidade marcada pela simplicidade e pelo acesso limitado a oportunidades. Desde a infância, encontrou no esporte uma de suas grandes paixões. É licenciado em Educação Física pela Unopar e em Letras - Português/Inglês pela Faveni, com pós-graduações em Educação Física Escolar e Artes e em Educação Especial e Educação Física.

Professor efetivo da rede estadual do Tocantins, Luan atua como professor de Educação Física e Coordenador Pedagógico de Área de Linguagens e Ciências Humanas na Escola Estadual Padre José de Anchieta. Em sua atuação em projetos educacionais e esportivos, conquistou o primeiro lugar no Tocantins na categoria Ensino Médio - Escola do Campo, com um projeto que também esteve entre os seis melhores do estado. Colaborador da iniciativa e organizador da publicação, mantém sua atuação vinculada à educação, ao esporte e à comunidade onde cresceu, orientado pela convicção de que grandes sonhos também podem nascer em lugares pequenos.


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Livro do pastor Hisrael Ferreira Dias aborda capacitação de obreiros e formação de líderes cristãos

Publicada pela Editora Veloso, a obra reúne orientações sobre caráter, responsabilidade, prática ministerial e acompanhamento de quem atua no serviço da igreja.

Por Zacarias Martins

O preparo para o ministério cristão envolve conhecimento bíblico, maturidade emocional, cuidado com a família e responsabilidade no exercício da liderança. Esses são alguns dos temas do livro Capacitação para Obreiros e Mentoria Ministerial, de autoria do pastor Hisrael Ferreira Dias, publicado pela Editora Veloso.

Com 72 páginas e organizado em 11 capítulos, o livro é dirigido a obreiros em formação, obreiros atuantes, líderes, pastores e mentores ministeriais. A proposta é contribuir para a preparação de pessoas que desempenham diferentes funções nas igrejas, relacionando princípios bíblicos às situações do cotidiano ministerial.

Sobre o serviço cristão

Na apresentação, o autor defende que o serviço cristão exige preparo, compromisso e consciência das responsabilidades assumidas. Ao longo dos capítulos, desenvolve essa perspectiva por meio de reflexões sobre identidade ministerial, formação espiritual, integridade, disciplina e relacionamento com a liderança e a comunidade.

Dons e habilidades

Um dos pontos centrais da publicação é a atenção ao caráter de quem serve. Na abordagem de Hisrael Ferreira Dias, dons e habilidades precisam ser acompanhados por humildade, coerência entre discurso e prática e disposição para aprender. O livro também discute a importância do equilíbrio diante de críticas, frustrações e pressões que podem surgir no exercício das atividades religiosas.

Visão 360

Entre os destaques está o capítulo dedicado à mentoria ministerial com base na “visão 360”. A expressão é utilizada pelo autor para apresentar uma formação que contempla cinco dimensões: espiritual, emocional, familiar, doutrinária e prática. Nessa proposta, líderes mais experientes acompanham o desenvolvimento de outros obreiros por meio do ensino, da convivência, da orientação e do exemplo.

A relação entre ministério e vida familiar recebe atenção específica. O autor ressalta a necessidade de conciliar as responsabilidades na igreja com o cuidado do lar, incluindo o diálogo conjugal e a presença na vida da família.

A obra também aborda questões práticas, como organização dos cultos, postura no púlpito, aconselhamento, visitação, evangelização e atuação em departamentos. Outros capítulos tratam de hierarquia e disciplina ministerial, responsabilidades dos obreiros e condutas que, segundo o autor, devem ser evitadas no serviço eclesiástico.

Perspectiva bíblica

Com linguagem direta e conteúdo organizado em tópicos, a publicação pode apoiar leituras individuais e atividades de estudo e formação nas igrejas. As orientações refletem a perspectiva bíblica e ministerial apresentada pelo autor, que informa ter elaborado o trabalho a partir da meditação nas Escrituras, da observação prática e de sua experiência no ministério.

Ao reunir reflexão e orientação para o serviço cristão, “Capacitação para Obreiros e Mentoria Ministerial” propõe uma formação contínua, voltada ao desenvolvimento de líderes que exerçam suas funções com responsabilidade, integridade e compromisso com as pessoas.

Sobre o livro

Título: Capacitação para Obreiros e Mentoria Ministerial

Autor: Pr. Hisrael Ferreira Dias

Editora: Editora Veloso

Edição: 1ª edição, 2026

Páginas: 72

ISBN: 978-65-5282-078-5




sábado, 24 de outubro de 2026

Comitê de Cultura promove formações sobre sustentabilidade e políticas públicas no interior do Tocantins

Atividades gratuitas passam por Aliança do Tocantins, Peixe e Gurupi com debates sobre justiça climática e o Sistema Nacional de Cultura.



Por Zacarias Martins

O Comitê de Cultura no Tocantins inicia, nesta segunda-feira (26), um ciclo de formações especiais voltadas para agentes culturais, gestores e comunidades do interior do estado. A iniciativa integra as ações de descentralização do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), do Ministério da Cultura (MinC). O objetivo é democratizar o acesso às políticas públicas e fortalecer a preservação dos territórios locais.

A programação começa por Aliança do Tocantins, na segunda-feira, das 19h às 22h, com a oficina ministrada pelo músico e produtor cultural Rodrigo Martins. Na terça-feira (27), a mesma atividade será replicada no plenário da Câmara Municipal de Peixe, mantendo o mesmo horário.

Rodrigo Martins

Cultura e sustentabilidade em debate

A formação liderada por Rodrigo Martins traz como tema “Estratégias culturais para a sustentabilidade, justiça climática e promoção do bem viver”. Com metodologia participativa e duração de três horas, a atividade aborda a cultura como o quarto pilar do desenvolvimento sustentável, alinhada às diretrizes globais da Unesco (Mondiacult 2022).

Entre os tópicos urgentes que serão debatidos com o público estão o racismo ambiental, a filosofia do Bem Viver e a salvaguarda do patrimônio imaterial da região, como o manejo sustentável do capim-dourado e do babaçu. De acordo com Martins, o encontro é um espaço para elaborar propostas práticas de fortalecimento da economia viva local.


Marília Kraô, liderança da Aldeia Takaywrá


Foco nas políticas públicas e representatividade indígena

Na sexta-feira, 30, o ciclo de capacitações chega a Gurupi, no campus do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), das 9h às 12h. A formação será conduzida por Marília Kraô, liderança da Aldeia Takaywrá (Lagoa da Confusão), engenheira florestal, mestranda em Ciências Florestais e Ambientais pela UFT, pajé e raizeira.

Marília abordará os componentes e a implementação do Sistema Nacional de Cultura (SNC). O evento em Gurupi contará ainda com uma apresentação musical do artista Sion Santos.

Descentralização cultural

Segundo o coordenador geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, os encontros cumprem o papel fundamental de apoiar os fazedores de cultura longe dos grandes centros. "Queremos garantir que a preservação dos territórios caminhe lado a lado com a garantia dos direitos culturais no Tocantins", destaca Nogueira.

O Comitê opera no estado para conectar artistas, coletivos e produtores às ferramentas do governo federal, impulsionando a participação social e valorizando a diversidade artística tocantinense.

Silon Santos fará apresentação musical

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

HOMENAGEM AO COLETOR DE LIXO

 


21 de outubro – Dia Nacional do Coletor de Lixo


Com sua veste vibrante,

Corre a vida na calçada.

Deixa a cidade elegante

No romper da alvorada.


O seu trabalho sagrado

Traz saúde e proteção,

Merece ser abraçado

Por toda nossa nação.


Na força desse batente,

Todo povo agradecido,

Saúda o herói valente.

Que nunca será esquecido.

(Zacarias Martins)