domingo, 11 de outubro de 2026

Novo edital do MinC com R$ 7,85 milhões para fortalecer Pontões de Cultura


Inscrições seguem até 30 de outubro; iniciativa busca ampliar a articulação das redes culturais, incentivar a formação e fortalecer a cultura comunitária em todo o Brasil

O Comitê de Cultura no Tocantins chama a atenção das organizações culturais do estado para uma nova oportunidade de fortalecimento da cultura de base comunitária. O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), lançou o 2º Edital de Seleção para Fomento à Rede de Pontões Cultura Viva, que prevê investimento inicial de R$ 7,85 milhões e a seleção de, no mínimo, 13 organizações da sociedade civil em todo o país. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 30 de outubro de 2026, por meio da plataforma Mapa da Cultura.

A iniciativa integra a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e tem como principal objetivo fortalecer a atuação dos Pontões de Cultura, promovendo a formação, a mobilização, a articulação de redes e a sustentabilidade econômica das iniciativas culturais comunitárias. O edital também busca ampliar a conexão entre cultura e outras políticas públicas, especialmente nas áreas de educação, saúde, direitos humanos, igualdade racial, direitos das mulheres, meio ambiente, desenvolvimento social, segurança alimentar e geração de trabalho e renda.

Para o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, o lançamento representa uma oportunidade para que organizações que desenvolvem trabalhos coletivos e comunitários possam ampliar sua atuação e fortalecer as conexões entre diferentes territórios. "Quando falamos em Cultura Viva, estamos falando das pessoas que fazem a cultura acontecer diariamente nas comunidades, nas periferias, nas aldeias, nos quilombos e nos territórios tradicionais. Esse edital reconhece a importância das organizações que articulam essas iniciativas e ajudam a construir redes de colaboração. O Tocantins possui uma diversidade cultural extraordinária, e precisamos incentivar nossas organizações a conhecerem essas oportunidades, fortalecerem suas parcerias e ampliarem sua participação nas políticas públicas de cultura", destaca Kaká Nogueira.

Fortalecimento das redes e valorização da diversidade

O edital está estruturado em dois eixos de seleção. O primeiro, Regional/Territorial, contempla projetos voltados à atuação nas cinco regiões brasileiras, além de territórios específicos, como o Arquipélago do Marajó, no Pará, e a Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Já o segundo eixo, Nacional/Temático/Identitário, contempla 22 categorias de atuação nacional, abrangendo diferentes expressões culturais e pautas sociais. Entre elas estão culturas tradicionais e populares, culturas indígenas, culturas quilombolas, culturas de matriz africana, culturas urbanas e periféricas, cultura e direitos das mulheres, juventude, patrimônio cultural, meio ambiente, comunicação, audiovisual, economia criativa e direitos humanos.

Para o Tocantins, a diversidade de categorias representa uma possibilidade de valorização de iniciativas ligadas aos povos indígenas, comunidades quilombolas, cultura popular, manifestações tradicionais, coletivos artísticos, organizações periféricas e movimentos culturais que desenvolvem ações comunitárias. A participação depende do atendimento aos requisitos previstos no edital e da abrangência exigida para cada categoria.

Quem pode participar?

Podem concorrer organizações culturais sem fins lucrativos que comprovem pelo menos três anos de existência formal, por meio de CNPJ ativo, e experiência mínima de três anos na realização de atividades em rede com Pontos ou Pontões de Cultura, grupos, coletivos ou outras entidades culturais.

Também é necessário demonstrar capacidade técnica e operacional para executar o projeto e possuir certificação como Ponto ou Pontão de Cultura ou inscrição no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura realizada até a data de publicação do edital no Diário Oficial da União.

Os projetos selecionados serão desenvolvidos durante 12 meses e deverão contemplar ações de comunicação, formação, intercâmbio de conhecimentos e mobilização das redes culturais. As propostas também deverão prever a participação de Agentes Jovens Cultura Viva e a articulação com um Comitê Gestor formado por representantes de Pontos de Cultura.

Outro destaque é a integração institucional. O edital reúne parcerias com 21 órgãos públicos federais, além de diferentes instituições do Sistema MinC, ampliando as possibilidades de cooperação entre cultura e políticas públicas de cidadania, educação, desenvolvimento sustentável e inclusão social.

Inscrições e orientações

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até as 23h59 do dia 30 de outubro de 2026, pelo Mapa da Cultura. O Ministério da Cultura também realizará uma nova reunião virtual de orientação e esclarecimento de dúvidas no dia 22 de outubro, às 15h, horário de Brasília, com transmissão pelo canal oficial do MinC no YouTube.

As organizações interessadas devem consultar o edital completo, os anexos e as retificações publicadas, com atenção especial ao Anexo 5, que apresenta as orientações para elaboração dos projetos.

Sobre o Comitê de Cultura no Tocantins

O Comitê de Cultura no Tocantins integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), iniciativa do Ministério da Cultura voltada à ampliação do acesso às políticas culturais, à promoção da participação social e ao fortalecimento das redes culturais nos territórios brasileiros. Por meio de ações de mobilização, formação, articulação institucional e difusão de informações, o Comitê atua para aproximar artistas, produtores, coletivos, organizações culturais e comunidades das políticas públicas de cultura, contribuindo para a democratização do acesso aos direitos culturais e para a valorização da diversidade artística e cultural tocantinense.

Serviço

Edital: 2º Edital de Seleção para Fomento à Rede de Pontões Cultura Viva – SCDC/MinC nº 11/2026

Investimento inicial: R$ 7,85 milhões

Inscrições: até 30 de outubro de 2026, às 23h59 (horário de Brasília)

Onde se inscrever: https://mapa.cultura.gov.br/oportunidade/11685/#info

Edital completo e anexos: https://www.gov.br/culturaviva/pt-br/rede-cultura-viva/editais/edital-de-selecao-fomento-a-rede-de-pontoes-cultura-viva

Tira-dúvidas virtual: 22 de outubro, às 15h, pelo YouTube do Ministério da Cultura.



 




quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Com a colaboração escritores regionais ação de biblioterapia é colocada em pratica na capital do Tocantins

Os  escritores Zacarias Martins, André Goveia e José Benilson compartilharam suas experiências literárias com os usuários do CAPS


Por Sandra Andreazza

Fotos: Jéssica Ribeiro


Na tarde de terça-feira, 6 de outubro, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), localizado na Quadra 804 Sul, em Palmas, foi palco de uma ação que uniu arte, educação e bem-estar. Trata-se da execução do projeto de extensão “Fortalecimento do Clube do Livro do CAPS: A literatura como aliada da saúde mental”, uma iniciativa do Curso de Letras da Universidade Aberta do Brasil (UAB/Unitins), polo de Paraíso do Tocantins.

Práticas educativas

Desenvolvido dentro da disciplina Projeto Integrador de Práticas Educativas I, o projeto é coordenado pelos professores Marinalva Rego Barros e Carlos Rocha. A execução da proposta ficou a cargo dos acadêmicos Andréa Luíza Collet, Francisco Ermelindo Faria, Maria Eduarda Silva Araújo e Mike Douglas Dias Santana.


Essa foi uma ação diferenciada e que chamou a atenção do seleto público presente


Apoio

A programação do evento, que contou com o apoio do Comitê de Cultura no Tocantins, incluiu uma Oficina de Vivências Literárias ministrada por três nomes de destaque da literatura tocantinense: o escritor e jornalista Zacarias Martins, titular da Academia Tocantinense de Letras (ATL) e assessor de imprensa da regional sul do Comitê de Cultura; o poeta e professor André Goveia, coordenador do polo indígena da Universidade da Maturidade (UMA) em Tocantínia; e o professor e escritor José Benilson, coordenador do Movimento Negro de Filadélfia, no norte do estado.

Doação de livros

Além de compartilharem suas experiências com os usuários, os intelectuais realizaram a doação de livros ao término da atividade. O objetivo da entrega foi estruturar e expandir o acervo do Clube do Livro do CAPS, garantindo a continuidade das leituras.

O papel da extensão

A acadêmica do curso de Letras, Andréa Luíza Collet, informou que o  projeto reforça o papel fundamental da extensão universitária em aplicar o conhecimento acadêmico diretamente em benefício da sociedade, promovendo a inclusão social, a saúde mental e o acolhimento por meio do poder das palavras.

O poeta e jornalista  Zacarias Martins é titular da Academia Tocantinense de Letras  (ATL), e autor de vários livros


Biblioterapia em destaque

Lembrando que a iniciativa buscou utilizar a biblioterapia — o uso terapêutico da leitura — como ferramenta complementar no tratamento psíquico, incentivando o engajamento dos usuários e humanizando o ambiente de cuidado, o escritor Zacarias Martins fez questão de destacar o impacto profundo que o contato com as obras pode gerar:

"A biblioterapia é uma prática de cuidado complementar de grande valor nos Centros de Atenção Psicossocial, pois utiliza os livros e as rodas de conversa literária para promover a expressão emocional, a socialização e a reabilitação psicossocial dos pacientes. Ao se deparar com personagens ou situações parecidas com as suas próprias vivências, o indivíduo sente-se compreendido e menos isolado, o que favorece o alívio emocional", garantiu Martins.

“Essas rodas de leitura compartilhada criam um ambiente seguro de escuta, troca de experiências e fortalecimento de vínculos entre os usuários, os profissionais e a comunidade. É, acima de tudo, um resgate da cidadania e da inclusão, funcionando como uma ponte de acesso à cultura, à educação e ao conhecimento fora dos padrões tradicionais, humanizando o espaço do CAPS", asseverou.



O poeta e professor André Goveia também falou sobre a sua produção literária


Além dos livros

O poeta André Goveia também compartilhou sua percepção sobre o encontro, destacando a capacidade regeneradora da poesia no cotidiano dos pacientes:

"A poesia e a literatura têm o poder de alcançar lugares na alma que a medicina tradicional às vezes não toca. Ver o brilho nos olhos dos usuários do CAPS ao ouvirem e recitarem versos reforça que a arte é um remédio vital. O papel do escritor vai além dos livros; nosso dever é usar a palavra como um abraço e uma ferramenta de emancipação social e mental", afirmou Goveia.

De Filadélfia, no norte do estado, o escritor José Benilson falou sobre a variedade temática em suas obras


Reconstrução da identidade

Em consonância, o escritor José Benilson enfatizou o papel da leitura na reconstrução da identidade e da autoestima dos participantes.

Benilson acredita que trazer a literatura para o ambiente do CAPS é também um ato de valorização da identidade de cada um ali presente.

“A leitura abre janelas para o mundo e portas para o autoconhecimento. Quando proporcionamos esse contato com as histórias e com a nossa própria ancestralidade cultural, estamos devolvendo a essas pessoas a voz e o direito de sonhar, fundamentais para qualquer processo de cura", pontuou Benilson.









sábado, 3 de outubro de 2026

Processo eleitoral do CNPC ultrapassa 14 mil inscrições e amplia participação social na construção das políticas culturais


Comitê de Cultura no Tocantins destaca alcance nacional do processo, que reúne mais de 14 mil pessoas inscritas; Região Norte contabiliza 1.415 eleitores e 160 candidaturas

O processo eleitoral do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) alcançou 14.084 pessoas inscritas em todo o Brasil, após o encerramento das inscrições, no dia 30 de setembro. Desse total, 1.495 participantes também se inscreveram como candidatos e concorrem às vagas dos Colegiados Nacionais de Participação Social e, posteriormente, à composição da representação da sociedade civil no Plenário do Conselho. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Cultura (MinC) nesta semana.

No Tocantins, o Comitê de Cultura no Tocantins acompanha o desenvolvimento do processo eleitoral e atua na circulação de informações sobre os mecanismos de participação social na política cultural. A eleição do CNPC mobiliza trabalhadores e trabalhadoras da cultura, artistas, produtores, mestres e mestras da cultura, pesquisadores, gestores e demais agentes dos diferentes segmentos culturais brasileiros.

De acordo com o balanço divulgado pelo MinC, todos os 21 Colegiados Nacionais de Participação Social registraram mais de 28 candidaturas, número suficiente para preencher a composição máxima estabelecida pelo Decreto nº 12.980, de 21 de maio de 2026: 14 representantes titulares e 14 suplentes em cada colegiado. As inscrições passam agora pela etapa de análise técnico-documental, conforme as regras do edital do processo eleitoral.

Região Norte reúne mais de 1,4 mil eleitores

Os números mostram participação de agentes culturais de todas as macrorregiões brasileiras. Na Região Norte foram registradas 160 candidaturas e 1.415 pessoas eleitoras, o equivalente a 10,7% das candidaturas e 10% do eleitorado inscrito no país.


Káká Nogueira, coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins

ara o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, o processo representa uma oportunidade de aproximar agentes culturais dos espaços nacionais de participação e de ampliar a presença das diferentes realidades territoriais nos debates sobre políticas públicas de cultura. “Um Conselho Nacional de Política Cultural forte precisa dialogar com a diversidade cultural que existe nos nossos territórios. Para nós, do Comitê de Cultura no Tocantins, é muito importante que os fazedores e fazedoras de cultura conheçam esses espaços de participação social, acompanhem o processo e compreendam como as decisões sobre as políticas culturais são construídas. A presença da Região Norte nesse processo também contribui para que nossas experiências, desafios, saberes e modos de fazer cultura estejam representados no debate nacional”, destaca Kaká Nogueira.

Mulheres são maioria entre as pessoas eleitoras

O levantamento divulgado pelo Ministério da Cultura também apresenta informações sobre o perfil dos participantes. Entre as pessoas inscritas para votar, 7.412 são mulheres cisgênero, mulheres transgênero e pessoas travestis, correspondendo a 52,6% do eleitorado registrado. Entre as candidaturas, esse grupo reúne 678 inscrições, ou 45,4% dos concorrentes.

No recorte étnico-racial e de ações afirmativas informado pelo Ministério, foram contabilizadas 397 candidaturas de pessoas negras, correspondentes a 26,6% do total de candidatos; 107 candidaturas indígenas, equivalentes a 7,2%; e 103 candidaturas de pessoas com deficiência, que representam 6,9% dos concorrentes.

A representação regional também aparece distribuída por todo o território nacional. Além dos números da Região Norte, o Sudeste registrou 548 candidaturas e 5.334 eleitores; o Nordeste, 433 candidaturas e 4.421 eleitores; o Sul, 182 candidaturas e 1.814 eleitores; e o Centro-Oeste, 155 candidaturas e 1.016 pessoas eleitoras.

Teatro lidera número de eleitores; Música tem mais candidaturas

O processo eleitoral está organizado em 21 áreas e segmentos culturais, reunindo campos como artes visuais, artesanato, audiovisual, circo, dança, música, teatro, patrimônio, culturas tradicionais, povos indígenas, comunidades quilombolas, Cultura Viva, culturas urbanas e periféricas, economia criativa, livro e leitura, entre outros.

Em número de pessoas eleitoras, o Colegiado de Teatro registrou a maior participação, com 1.335 inscrições, seguido pelo de Patrimônio Imaterial, com 1.307, e pelo Audiovisual, com 1.248. Já entre as candidaturas, o maior número foi registrado no colegiado de Música, com 144 candidatos, seguido pelo Audiovisual, com 117, e Dança, com 92.

A eleição é realizada pelo modelo de voto por pares. Isso significa que cada pessoa eleitora habilitada votará nas candidaturas do Colegiado Nacional de Participação Social para o qual se inscreveu. As candidaturas habilitadas são automaticamente consideradas eleitoras no respectivo colegiado.

O que é o CNPC

O Conselho Nacional de Política Cultural é um órgão consultivo, fiscalizador e deliberativo e integra a estrutura de participação social do Sistema Nacional de Cultura. Entre suas atribuições estão a proposição, aprovação e acompanhamento de diretrizes relacionadas ao Plano Nacional de Cultura, além de competências relacionadas às políticas e aos mecanismos nacionais de financiamento da cultura.

A composição é paritária entre representantes do Poder Público e da sociedade civil. Neste processo, a representação da sociedade civil passa a ser escolhida por voto direto e por pares, conforme previsto no marco regulatório do Sistema Nacional de Cultura e na regulamentação do CNPC estabelecida em 2026.

Cada um dos 21 colegiados poderá ter até 14 representantes titulares e 14 suplentes da sociedade civil. Entre as pessoas eleitas para esses colegiados será definida a representação da sociedade civil no Plenário do CNPC, composta por 21 titulares e 21 suplentes.

Processo entra na fase de análise documental

Com o encerramento das inscrições, o processo eleitoral entrou na etapa de análise técnico-documental, prevista para ocorrer de 1º a 13 de outubro. O resultado preliminar das inscrições habilitadas deverá ser divulgado em 14 de outubro. Entre os dias 15 e 19 de outubro, será possível apresentar recursos contra o resultado preliminar, e a análise desses recursos está prevista para 20 a 26 de outubro. A relação definitiva de candidaturas e eleitores habilitados deverá ser publicada em 27 de outubro.

A votação eletrônica está programada para o período de 11 a 15 de novembro, por meio da plataforma Vota Cultura. O cronograma oficial prevê ainda etapas posteriores relacionadas à apuração e aos procedimentos estabelecidos para ações afirmativas, com homologação do resultado final prevista para 2 de dezembro de 2026.



Livro resgata a história de Gurupi a partir da memória de sua gente

Obra de Eliosmar Veloso se encontra no processo de pré-venda e o lançamento está previsto para o mês de novembro


Por Zacarias Martins

Texto e fotos


A história de Gurupi, construída ao longo de décadas por pioneiros, trabalhadores, educadores, comerciantes, artistas, lideranças e tantas pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do município, ganha um novo registro em livro.

Em novembro próximo, será lançado pela Editora Veloso, o livro “GURUPI — Uma História Contada por Sua Gente: dos primeiros caminhos à Capital da Amizade”, de autoria do escritor, editor e pesquisador Eliosmar Veloso.

A obra apresenta uma ampla abordagem sobre a trajetória histórica de Gurupi, desde os caminhos que antecederam a formação do povoado, passando pela chegada dos pioneiros, a construção da Rodovia Belém-Brasília, a emancipação política e o crescimento urbano, econômico, educacional, social e cultural da cidade.

Capa do livro livro “GURUPI — Uma História Contada por Sua Gente: dos primeiros caminhos à Capital da Amizade”, de autoria do escritor, editor e pesquisador Eliosmar Veloso.


Valorizando pessoas

Mais do que registrar datas e acontecimentos, o livro procura valorizar as pessoas que ajudaram a construir Gurupi. Ao longo de suas páginas, personagens conhecidos da história local dividem espaço com homens e mulheres que participaram do cotidiano da cidade e contribuíram, cada um à sua maneira, para a formação da identidade gurupiense.

Preocupação com a veracidade histórica

O trabalho é resultado de pesquisa em diferentes fontes, confrontação de informações e também da preservação de memórias e testemunhos relacionados à trajetória do município. A preocupação com a veracidade histórica e documental orientou a elaboração da obra, buscando oferecer ao leitor um material que possa servir tanto à leitura quanto à consulta de estudantes, professores, pesquisadores e futuras gerações.


Perfil do autor

Eliosmar Veloso, nome literário de Eliosmar Ferreira Batista, nasceu em Marabá (PA), em 14 de março de 1962, e reside no Tocantins desde 1981. É poeta, escritor, dramaturgo, diretor teatral, artesão, editor e ativista cultural, com uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada às artes, à literatura e à cultura.

Em Gurupi, sua atuação está diretamente relacionada a diferentes momentos da história cultural do município. Escreveu e dirigiu mais de 30 espetáculos teatrais, foi diretor do Centro Cultural Mauro Cunha, coordenador de Arte e Cultura da Secretaria Municipal de Educação, presidente da Associação dos Artesãos de Gurupi e é membro fundador da Academia Gurupiense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 02 e exerceu a presidência da instituição.

Obras publicadas

Na literatura, Veloso estreou em 1986, com o livro de poesias “O Amor e a Vida”. Posteriormente publicou “Três Vias” (2000), reunindo textos teatrais; “Vestígios” (2004), poesia; “Caminho de Pedras” (2004), de caráter autobiográfico; e o romance “Janela da Liberdade” (2009), obra que posteriormente chegou à terceira edição e integrou a relação de obras literárias de processo seletivo da Universidade de Gurupi.

Obras de referência

Além de suas obras individuais, Eliosmar Veloso desenvolve há décadas trabalhos de incentivo à publicação de novos escritores. É responsável pela organização de edições do Anuário de Poetas e Escritores, projeto que ajudou a divulgar a produção literária de autores de Gurupi e de diversas regiões do Tocantins.

Como editor e diretor da Editora Veloso, também tem dedicado parte de sua trajetória à publicação de obras de escritores iniciantes e veteranos, contribuindo para a circulação e preservação da produção literária regional.



sábado, 26 de setembro de 2026

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Plantão Tira-Dúvidas sobre eleições do CNPC chega a Palmas

 


O Comitê de Cultura no Tocantins realiza, no sábado, dia 26 de setembro, das 15h às 18h, em Palmas, mais uma edição do Plantão Tira-Dúvidas CNPC, atividade gratuita voltada à orientação de artistas, produtores, gestores, fazedores de cultura, representantes de coletivos e demais pessoas interessadas em participar do processo eleitoral do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).

O encontro será realizado na sede da Federação Tocantinense de Artes Cênicas (Fetac), localizada na Quadra ACSV SO 31, Avenida LO-09, Lote 2, Sala 6, Plano Diretor Sul, em Palmas. A atividade será conduzida pelo produtor cultural Justino Vettore e terá como foco esclarecer dúvidas sobre o cadastro, a documentação exigida, as formas de participação e as etapas do processo eleitoral. O plantão é aberto a todos os públicos e pretende facilitar o acesso às informações para quem ainda encontra dificuldades ou tem dúvidas sobre como participar.

O momento ocorre em uma fase importante do processo eleitoral. O prazo para inscrições de pessoas eleitoras e candidatas foi prorrogado até 30 de setembro de 2026, e todo o procedimento é realizado pela plataforma digital Vota Cultura. O processo definirá representantes da sociedade civil para o mandato 2026-2029 no Plenário do CNPC e nos 21 Colegiados Nacionais de Participação Social.

Orientação para ampliar a participação

Segundo o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, a realização dos plantões busca aproximar os agentes culturais tocantinenses dos espaços nacionais de participação social e garantir que as informações sobre o processo eleitoral cheguem de forma acessível aos territórios. “Nosso trabalho é justamente fazer com que a informação chegue até quem está fazendo cultura na ponta. Muitas vezes, artistas, produtores, mestres, coletivos e organizações querem participar desses espaços, mas encontram dúvidas sobre cadastro, documentação ou sobre o próprio funcionamento do processo. O plantão existe para orientar, esclarecer e contribuir para que mais pessoas do Tocantins tenham condições de participar”, destaca Kaká Nogueira.

Para o coordenador, ampliar a presença de agentes culturais do estado nos espaços de participação também contribui para que as diferentes realidades do Tocantins façam parte dos debates nacionais sobre políticas públicas de cultura.

“É importante que os fazedores e fazedoras de cultura compreendam que esses espaços também pertencem a eles. Quando ampliamos a participação social, ampliamos também a diversidade de experiências, territórios e segmentos presentes na construção das políticas culturais. Por isso, nosso convite é para que as pessoas venham, tragam suas dúvidas e conheçam melhor esse processo”, complementa.

Processo eleitoral do CNPC

O Conselho Nacional de Política Cultural integra o Sistema Nacional de Cultura e atua como espaço de participação social na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas de cultura. No processo eleitoral de 2026, serão escolhidos representantes da sociedade civil para o triênio 2026-2029.

A eleição ocorre de forma digital, por meio da plataforma Vota Cultura, com acesso utilizando a conta Gov.br. Há modalidades de participação como pessoa eleitora e como pessoa candidata, cada uma com critérios específicos de idade, atuação cultural e documentação.

Para participar como pessoa eleitora, é necessário ter pelo menos 16 anos e comprovar, no mínimo, um ano de atuação, vínculo ou pesquisa na área do colegiado escolhido. Para candidatura, é necessário ter 18 anos ou mais e comprovar pelo menos três anos de atuação cultural na área correspondente.

 

Serviço

Plantão Tira-Dúvidas CNPC – Palmas

Data: 26 de setembro de 2026

Horário: 15h às 18h

Local: Sede da FETAC

Endereço: Quadra ACSV SO 31, Avenida LO-09, Lote 2, Sala 6 – Plano Diretor Sul, Palmas (TO)

Mediação: Justino Vettore – produtor cultural

Participação: gratuita e aberta a todos os públicos

Realização: Comitê de Cultura no Tocantins