sexta-feira, 5 de junho de 2026

Movimento Negro de Filadélfia promove roda de conversa na Biblioteca Municipal

O  Movimento Negro de Filadélfia, no norte  do Tocantins, promoveu na noite  de quinta-feira (4), uma movimentada roda de conversa com o escritor,  professor Doutor Leomar Alves Sousa, tendo como tema “As contribuições sócioculturais dos povos africanos no Brasil”.

Influências  da cultura negra

O evento aconteceu nas dependências  da Biblioteca Pública Municipal Professora Elza Pereira Marinho, quando, na oportunidade,  o escritor destacou que a  influência da cultura africana na cultura brasileira está nas cores, nas danças, nos ritmos, nos sabores, nas celebrações populares, na religiosidade, no idioma, entre outras manifestações presentes em nosso país.

“Recebemos  a influência de diferentes culturas que estiveram presentes em nosso território ao longo da história. A cultura europeia e indígena são exemplos, assim como a cultura africana, trazida ao Brasil pelos africanos escravizados durante o período do tráfico negreiro”, explicou Leomar.


Fortalecendo o movimento

Coordenador do Movimento Negro de Filadélfia, o professor e escritor José  Benício,  lembrou  que a  influência africana é um dos pilares fundamentais da identidade brasileira. Trazida forçadamente durante o tráfico transatlântico de escravizados, essa herança estruturou nossa língua, culinária, música, religiosidade e movimentos sociais, misturando-se profundamente com as culturas indígena e europeia. "O professor Leomar Alves de Sousa discorreu com muita propriedade sobre  esse assunto. Sua participação especial neste evento contribuiu, sobremaneira, para o fortalecimento do Movimento Negro de Filadélfia”, ressaltou.

Credenciais do palestrante

Leomar Alves de Sousa é  professor da rede estadual de ensino do Tocantins, licenciado em Letras pela Universidade Federal do Tocantins. Especialista em Língua Portuguesa e Literatura pela Faculdade Rio Sono. Mestre e Doutor em ensino de Língua e Literatura. Possui considerável experiência em mediação de práticas de leitura e de escritas criativas na escola, revisão de textos, organização de coletâneas literárias com textos de alunos e realização de saraus.

É membro titular  da  Academia de Letras de Araguaína – Acalanto, e é  autor de vários livros, tendo ainda  participação destacada, em duas edições do  “Anuário de Poetas e Escritores do Tocantins (Editora Veloso), “Antologia de Prosadores e Poetas Brasileiros Contemporâneos”  publicada pela Porto de Lenha Editora, dentre outras.



quinta-feira, 4 de junho de 2026

Paulo Albuquerque lança clipe de “A sorte e o destino” em tributo à poesia tocantinense



O cantor e compositor Paulo Albuquerque lançou mais um videoclipe que integra o projeto MÚSICAS E(M) LETRAS: um tributo à poesia tocantinense, aprovado no Edital da Lei Aldir Blanc/2024, do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e operacionalizado pelo Governo do Estado do Tocantins, via Secretaria da Cultura

O novo clipe é da música “A sorte e o destino”, parceria de Paulo Albuquerque com o poeta Gilson Cavalcante. A composição mergulha em reflexões profundas sobre a existência humana, os conflitos entre bem e mal, verdade e mentira, sorte e destino.

Com versos intensos, a música conduz o ouvinte por uma narrativa carregada de metáforas sobre os caminhos da vida. “No novelo da vida e da morte / O destino se encontra com a sorte”, diz um dos trechos da canção, que também aborda temas como justiça, pecado, virtude, arrogância e redenção.




A obra apresenta um diálogo entre poesia e música, característica central do projeto idealizado por Paulo Albuquerque, que busca valorizar e difundir a produção literária e musical tocantinense por meio de videoclipes e apresentações culturais.

Outro trecho marcante da composição destaca: “A sorte no colo do destino / Desata cabelo, violino / Entre os fios e acordes da canção”, reforçando a sensibilidade artística da parceria entre Paulo Albuquerque e Gilson Cavalcante.

O projeto contempla a produção de quatro videoclipes. Até o momento, três já foram lançados: “Deserto (Cá Tô Só)”, assinada por Paulo Albuquerque e Gilson Cavalcante; “Algo em Comum”, composição de Paulo Albuquerque, Chico Chokolate e Roveroni; e agora “A sorte e o destino”. O quarto clipe deve ser lançado nos próximos dias.

Paulo Albuquerque destacou a importância do trabalho desenvolvido e o carinho dedicado a cada parceria construída ao longo do projeto. “Cada música carrega um pedaço da nossa cultura, da nossa poesia e das histórias que fazem parte do Tocantins. É um trabalho feito com muito respeito aos compositores e à riqueza artística do nosso Estado”, ressaltou o artista.

A música e o videoclipe podem ser conferidos no canal oficial de Paulo Albuquerque no YouTube  https://www.youtube.com/watch?v=vF0hjdCbUE0 



Escritora tocantinense Maria Félix Fontele lança novo livro de contos em Brasília

A jornalista e escritora tocantinense  Maria Félix Fontele lança o livro de contos “Labirintos do Caos”, no próximo dia 10 de junho (quarta-feira), a partir das 18h30, no Caferante, localizado  na área  comercial da quadra 203 Sul de Brasília. O pai da autora,  Manoel Fontele de Lima, de saudosa memória,  foi um dos primeiros proprietários de farmácia em Gurupi, ainda na época que a cidade pertencia ao então Estado de Goiás.

A publicação reúne 14 contos de ficção especulativa, cujas histórias são quase sempre movidas pela tensão entre a natureza e o artificial, a memória e o esquecimento, o desencanto e a esperança em um mundo que se transforma rapidamente, trazendo rupturas. Os contos são médios e curtos, somando um total de 110 páginas.

A autora ressalta “que o livro nasceu do desejo de encarar o futuro não como espetáculo, mas como vertigem humana”. Ela observa que “há muito ruído em torno da tecnologia, da velocidade, da eficiência, da superação dos limites. Mas “Labirintos do caos” olha para outra parte: a perplexidade.

MariaFélix Fontele começou a escrever o livro no período da pandemia do coronavírus, “servindo – segundo ela – de válvula de escape diante da impotência de tempos sombrios, onde o espírito da criação se sobrepõe ao massacre de um cotidiano doente, e traz reflexões nem sempre positivas de nossa humanidade”.

Nesse seu trabalho, as personagens são pessoas comuns inseridas em contextos futuristas estranhos, desconexos e caóticos; contudo, bem parecidos com o mundo contemporâneo em muitos aspectos.

Esta obra foi publicada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Credenciais da autora

Maria Félix Fontele é jornalista, escritora e sócia-fundadora da Fontele Studios. Formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), trabalhou como secretária-adjunta e coordenadora de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal, além de ter sido a primeira coordenadora de Comunicação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Atuou como repórter, chefe de reportagem, editora e colunista em diversos veículos de comunicação e em assessorias de imprensa. É autora dos livros “Versos que habitam” (2019) e “O barulho, o silêncio e a solidão de Deus” (2020), publicados pela Confraria do Vento Editora. Agora, lança “Labirintos do caos” pela Mondru Editora.



terça-feira, 2 de junho de 2026

Comitê de Cultura no Tocantins participa do lançamento da Tela Brasil, primeira plataforma pública gratuita de streaming do audiovisual brasileiro



O Comitê de Cultura no Tocantins participou do o Rio2C 2026, realizado no Rio de Janeiro. No sábado, 30 de maio, houve o lançamento da Tela Brasil, primeira plataforma pública federal de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro. A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além de representantes do setor audiovisual, artistas, cineastas, produtores, pesquisadores, gestores culturais, influenciadores e profissionais da comunicação pública de todo o país.

O Comitê de Cultura no Tocantins foi representado no evento pelo coordenador-geral, Kaká Nogueira, e pela diretora de comunicação, Bell Gama, que celebraram a criação da plataforma como um marco para a democratização do acesso ao cinema nacional e para o fortalecimento das políticas públicas de cultura no Brasil.

Gratuita e acessível, a Tela Brasil reúne, em seu catálogo inicial, 555 obras audiovisuais nacionais produzidas entre 1910 e 2025, incluindo filmes, séries, documentários, animações, produções infantis, obras musicais, conteúdos históricos e títulos reconhecidos em festivais nacionais e internacionais. O acesso é realizado por meio do login Gov.br. Inicialmente, a plataforma está disponível em versão web, com previsão de lançamento dos aplicativos para Android e iOS nos próximos 30 dias.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que a Tela Brasil nasce para enfrentar um dos principais desafios do audiovisual nacional: fazer com que as produções brasileiras cheguem à população em todos os territórios. Para ela, a plataforma representa mais do que uma vitrine de filmes e séries, sendo também uma estratégia de valorização da diversidade cultural brasileira. “Precisava haver essa ferramenta: uma plataforma gratuita onde o povo brasileiro pudesse ter acesso à nossa produção audiovisual e se reconhecer nela. A Tela Brasil é uma forma de fortalecer a identidade do nosso povo, valorizar nossa diversidade e fazer com que as histórias do Brasil cheguem a todos os brasileiros”, afirmou Margareth Menezes.

A ministra também destacou o novo momento vivido pelo audiovisual brasileiro, reforçando que o país passa a ser reconhecido internacionalmente pela força de sua produção cinematográfica. “O Brasil sempre foi conhecido como o país do futebol e agora também é conhecido como o país do cinema. A nossa produção audiovisual tem conquistado o mundo, revelando a potência das nossas histórias, dos nossos territórios, dos nossos sotaques e da nossa diversidade”, celebrou.

Histórico

Para o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, a participação no lançamento da Tela Brasil simboliza um momento histórico para os fazedores de cultura do país e, especialmente, para os territórios que ainda enfrentam desigualdades no acesso à produção e à circulação audiovisual. “A Tela Brasil representa uma conquista imensa para a cultura brasileira. É uma plataforma que amplia o acesso, fortalece o direito à cultura e cria novas possibilidades para que o povo brasileiro conheça a sua própria produção audiovisual. Para nós, do Tocantins, participar desse momento é também afirmar que os territórios do Norte, os realizadores independentes, os coletivos culturais e os povos tradicionais precisam estar cada vez mais presentes nessas políticas públicas. O Brasil é diverso, e essa diversidade precisa aparecer nas telas”, destacou Kaká Nogueira.

A diretora de comunicação do Comitê de Cultura no Tocantins, Bell Gama, também celebrou a iniciativa e ressaltou o impacto da plataforma para a formação de público, a valorização da memória cultural e o fortalecimento das identidades brasileiras. “A Tela Brasil chega como uma ferramenta poderosa de democratização. Quando uma criança, um jovem, uma família ou uma comunidade consegue acessar gratuitamente filmes, documentários e produções que retratam o Brasil real, isso fortalece pertencimento, identidade e cidadania cultural. É emocionante ver uma política pública que coloca a tecnologia a serviço da cultura e aproxima o audiovisual brasileiro da população”, afirmou Bell Gama.

A cerimônia também marcou a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação, que permitirá a incorporação gradual do acervo da TV Brasil à Tela Brasil. Com isso, a expectativa é ampliar significativamente o catálogo da plataforma, aproximando-se de mil obras e integrando conteúdos públicos nacionais, programação da comunicação pública e memória audiovisual brasileira.

Segundo a presidente da EBC, Antonia Pellegrino, a parceria deve incorporar, até o final do ano, mais de 3 mil horas de conteúdo e mais de 150 obras da TV Brasil à plataforma, ampliando o acesso da população à diversidade da produção audiovisual do país.

Para o Comitê de Cultura no Tocantins, o lançamento da Tela Brasil reforça a importância de políticas públicas que promovam o acesso, a descentralização e a valorização da produção cultural brasileira em todas as regiões. A expectativa é que a plataforma também contribua para ampliar a visibilidade de realizadores, cineastas, coletivos e produções independentes de estados como o Tocantins, fortalecendo a presença do Norte no cenário audiovisual nacional.

Com mais de 500 obras disponíveis gratuitamente, a Tela Brasil nasce como uma das maiores plataformas públicas de streaming do país e como um importante instrumento de acesso à cultura, memória, educação, diversidade e cidadania.

Comitê

O Comitê de Cultura Itinerante Tocantins integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura, realizado pelo Ministério da Cultura, e segue com sua agenda de formações em diferentes municípios, consolidando uma rede de fortalecimento cultural em todo o território tocantinense.



Tocantins amplia protagonismo nacional durante o II Encontro da Febtur em Porto Seguro

Parte da delegação tocantinense em frente à entrada da Reserva da Jaqueira, do Povo Pataxó, em Porto Seguro (Gutemberg Stolzen)

A atuação da delegação tocantinense foi um dos destaques do II Encontro Nacional da Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo (Febtur), realizado em Porto Seguro (BA), no mês de maio. Com a participação de 12 representantes, entre associados e acompanhantes, o Tocantins marcou presença em momentos estratégicos da programação, contribuindo diretamente para os debates, atividades culturais e decisões que vão orientar os próximos passos da entidade.

A presença tocantinense ficou evidente na Assembleia Geral da Febtur, conduzida por Gilberto Correia, diretor Administrativo da Febtur Nacional e diretor financeiro da Febtur Tocantins. O encontro reuniu representantes de diversos estados para discutir ações institucionais, projetos futuros e o fortalecimento da federação em âmbito nacional.

“A Febtur vem mostrando que é possível construir uma instituição forte com diálogo, união, profissionalismo e visão de futuro. Cada evento realizado amplia sua credibilidade e reforça sua importância no fortalecimento do turismo brasileiro”, comemora Gilberto Correia.

Outro momento de destaque foi a mesa-redonda sobre Inteligência Artificial, algoritmos e comunicação para o turismo, conduzida pelo presidente da Febtur Tocantins e diretor nacional de Comunicação da entidade, Marco Aurélio Jacob. O debate reuniu profissionais que atuam com o tema para refletir sobre os impactos das novas tecnologias na comunicação contemporânea.

Segundo Jacob, a discussão ultrapassou o aspecto técnico e revelou preocupações legítimas dos profissionais diante das transformações já em curso no ambiente digital.

“A mesa-redonda acabou se tornando muito mais do que um debate técnico. Ela revelou uma preocupação real dos comunicadores, jornalistas, produtores de conteúdo e profissionais do turismo sobre as transformações que já estão acontecendo no ambiente digital”, destacou.

Roda Literária contemplou três autores associados à Febtur Tocantins e teve mediação da vice-presidente, Seleucia Fontes (Gutemberg Stolzen)


Para ele, a relevância do tema está diretamente ligada ao futuro do jornalismo, do marketing de destinos, da produção audiovisual e da gestão da presença digital dos destinos turísticos. “Mais do que discutir tecnologia, a mesa colocou em pauta o futuro da comunicação e da produção de conhecimento em um cenário cada vez mais influenciado por algoritmos”, acrescentou.

Mesa-redonda colocou em pauta o futuro da comunicação e da produção de conhecimento (S.Fontes)

A participação tocantinense também teve papel de destaque na programação cultural do evento. A vice-presidente da Febtur Tocantins e diretora de Operações da Febtur Nacional, Seleucia Fontes, mediou a Rodada Literária, atividade que reuniu autores ligados à entidade para compartilhar experiências, trajetórias e produções editoriais.

Participaram da atividade três associados à entidade tocantinense: Penaforte Dias, Wander Lewy e Marco Jacob, além da escritora potiguar Eliade Pimentel. A iniciativa reforçou uma das vocações da Febtur, a valorização das narrativas e da produção intelectual de seus associados.

“A iniciativa nasceu da própria essência da Febtur, entidade formada por profissionais que trabalham diariamente com narrativas, histórias, memórias e construção de experiências por meio da comunicação. Contar histórias sempre foi um território comum entre jornalistas e escritores. No jornalismo, registramos fatos e realidades. Na literatura, ampliamos os sentidos dessas experiências através da imaginação, da memória e da sensibilidade”, ressaltou Seleucia Fontes.

Durante a Assembleia Geral, a dirigente também apresentou propostas voltadas à modernização da entidade, com foco na atualização de processos internos e no fortalecimento da atuação nacional da federação.

A expressiva participação da delegação tocantinense reforça o papel cada vez mais ativo do estado dentro da Febtur, contribuindo não apenas para os debates institucionais, mas também para a construção de novas perspectivas para a comunicação turística brasileira.


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Após sucesso de Léo Lins em Gurupi, Vinícius Martins negocia novos nomes da comédia nacional para a cidade

 

O sucesso da apresentação do humorista Léo Lins em Gurupi reforçou o potencial da cidade para receber grandes espetáculos de humor e entretenimento. O evento, produzido pelo humorista, palestrante e produtor cultural Vinícius Martins, registrou grande adesão do público e precisou abrir uma sessão extra para atender à alta procura por ingressos, consolidando mais uma importante iniciativa de valorização da cultura e do acesso a atrações nacionais no sul do Tocantins.

 

Segundo Vinícius Martins, o trabalho não para por aí. Após a repercussão positiva do evento, já estão em andamento conversas com outros grandes nomes da comédia brasileira para futuras apresentações em Gurupi.

 


"Nosso objetivo é fortalecer Gurupi como uma rota importante para o humor e para os grandes eventos culturais. O sucesso do show do Léo Lins mostrou que existe público, interesse e espaço para recebermos cada vez mais atrações de relevância nacional", destaca Vinícius.

 

Além da atuação nos palcos como humorista e palestrante, Vinícius Martins vem se destacando na produção de eventos culturais, aproximando o público tocantinense de artistas reconhecidos em todo o país e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa na região.

 

Os nomes que estão em negociação ainda não podem ser divulgados, mas a expectativa é que novas atrações sejam anunciadas nos próximos meses.

 


"O resultado deste evento nos dá ainda mais confiança para continuar investindo na produção cultural. A abertura de uma sessão extra mostrou que existe uma demanda real por grandes espetáculos de humor na região. Estamos conversando com artistas de relevância nacional e, em breve, esperamos anunciar novidades para o público", afirma Vinícius Martins.

 

A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de valorização do humor como ferramenta de entretenimento, conexão humana e desenvolvimento cultural, ampliando o acesso da população a espetáculos de qualidade e fortalecendo o calendário de eventos da cidade.

"O público pode esperar novidades em breve. Estamos construindo um calendário de eventos que ajude a colocar Gurupi no circuito dos grandes shows de humor do país", completa.

 


Sobre Vinícius Martins

 

Vinícius Martins é humorista, palestrante e produtor cultural. Atua com shows de stand-up comedy, palestras sobre humor e produtividade, eventos corporativos e produção cultural. Nos últimos anos, tem trabalhado para ampliar a presença da comédia e de grandes atrações culturais no Tocantins, promovendo eventos que conectam entretenimento, desenvolvimento humano e valorização da cultura regional.



sábado, 30 de maio de 2026

Encontro Especial da Universidade da Maturidade promove diálogo entre gerações e valoriza saberes Akwe Xerente, em Tocantínia


A Aldeia Zé Brito recebeu, neste sábado (30), uma aula especial da Universidade da Maturidade (UMA), reunindo caciques, anciãos, jovens e acadêmicos do Polo de Tocantínia em um encontro marcado pela troca de conhecimentos, valorização cultural e fortalecimento dos vínculos intergeracionais.

Anfitriã do encontro, a cacique, mestra e anciã Isabel Xerente

A programação teve início com uma visita a uma área de cerrado localizada na entrada da aldeia. Durante o percurso, a cacique e anciã Isabel Xerente apresentou aos participantes diversas espécies vegetais, destacando a importância das plantas do cerrado para a saúde, a alimentação e a preservação da cultura do povo Akwe Xerente. O grupo também conheceu mudas plantadas por representantes de diferentes países ligados a universidades e organizações que desenvolvem ações voltadas ao envelhecimento humano.

Anfitriã do encontro, a cacique, mestra e anciã Isabel Xerente compartilhou a história da Aldeia Zé Brito, relembrando as lutas, conquistas e mobilizações realizadas ao longo dos anos por ela e seu esposo para garantir a fundação da comunidade e a implantação de melhorias para seus moradores. Em sua fala, ressaltou ainda a importância da preservação dos conhecimentos tradicionais relacionados às plantas medicinais e aos recursos naturais do cerrado.

O evento contou com a participação do coordenador do Polo da UMA em Tocantínia, professor mestre André Goveia, acompanhado pelos professores mestres Marcos Swuate, Solimar Alves e Orcimar Amorim. Durante a abertura oficial, André Goveia destacou a relevância dos princípios que norteiam a Universidade da Maturidade, idealizada pela Dra. Neila Bruñsi e pelo Dr. Luís Sinésio Neto, enfatizando a valorização dos conhecimentos acumulados ao longo da vida e a importância da participação ativa das pessoas idosas no desenvolvimento da sociedade.

O professor Marcos Swuate ressaltou que a Universidade da Maturidade Indígena tem como propósito promover uma educação para o envelhecimento baseada na convivência e na troca de experiências entre diferentes gerações, fortalecendo o diálogo entre indígenas e não indígenas e valorizando, especialmente, os ensinamentos dos anciãos Akwe Xerente.

Outro momento importante foi a palestra ministrada pelo cacique e ancião João Xerente, que abordou a cosmologia indígena e os valores ancestrais que orientam a vida do povo Akwe, destacando sua relevância para a preservação cultural e para a construção de uma sociedade mais consciente e respeitosa.

O professor André Goveia coordena o pólo da Universidade  da Maturidade Indígena em Tocantínia.

A programação contou ainda com a palestra do professor Orcimar Amorim sobre a temática “Dor e Luto”, trazendo reflexões sobre as diferentes formas como esses processos são vivenciados pelos povos e os aprendizados que podem proporcionar ao longo da vida.

Já o professor Solimar Alves abordou a importância da educação política e social para o envelhecimento humano, enfatizando a necessidade de compreender as transformações físicas, sociais e psicológicas dessa etapa da vida, bem como conhecer os direitos garantidos pela legislação brasileira, especialmente aqueles previstos no Estatuto da Pessoa Idosa.

O encontro foi encerrado com cânticos tradicionais Akwe Xerente, reunindo todos os participantes em uma celebração coletiva da vida, da ancestralidade e dos saberes transmitidos entre gerações. A atividade reforçou o compromisso da Universidade da Maturidade com a valorização da diversidade cultural, do envelhecimento ativo e da preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.