sábado, 31 de outubro de 2026

Livro reúne histórias de mulheres de Dorilândia e transforma projeto escolar em registro da memória local

Organizada pelos professores Aizam Cristina Alves da Silva e Luan Alves de Sá, obra reúne entrevistas realizadas por estudantes da Escola Estadual Padre José de Anchieta


Por Zacarias Martins 

As lembranças, os desafios e as conquistas de mulheres de Dorilândia, no município de Sandolândia, Tocantins, ganham espaço nas páginas de “Vozes Silenciadas: do silêncio ao protagonismo - Resgatando Memórias das Mulheres de Dorilândia”. Publicado pela Editora Veloso, o livro é resultado de um projeto interdisciplinar desenvolvido com estudantes da 2ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Padre José de Anchieta.

Organização do trabalho

Organizada pelos professores Aizam Cristina Alves da Silva e Luan Alves de Sá, a publicação reúne 14 entrevistas que abordam infância, trabalho, educação, maternidade, relações familiares, dificuldades e transformações sociais. Ao registrar essas experiências, a iniciativa reconhece a participação das mulheres na construção da comunidade e aproxima os jovens da história do lugar onde vivem.

Mulheres entrevistadas

Entre as entrevistadas estão Dona Creuza, Anna Lúcia Zavatta de Carvalho, Laura Lisboa de Brito, Núbia Francisca Passarinho, Madalena Corrêa de Andrade e a própria professora Aizam Cristina. As trajetórias revelam diferentes experiências de vida e ajudam a compreender como o trabalho, os cuidados com a família e a busca por oportunidades atravessam gerações.

Estudantes participam da preservação da história

Desenvolvido nas áreas de Língua Portuguesa e Educação Física, o projeto colocou os alunos na condição de pesquisadores e entrevistadores. A escuta e o registro dos depoimentos permitiram transformar memórias transmitidas oralmente em um documento acessível à comunidade e às próximas gerações.

A proposta também abriu espaço para o diálogo sobre direitos das mulheres, desigualdades e enfrentamento da violência. A obra apresenta registros de rodas de conversa e ações de conscientização, ampliando o alcance do trabalho para além das atividades em sala de aula.

“Dar voz também é preservar memória”, afirma a apresentação do livro, sintetizando o propósito da iniciativa.

Uma experiência pessoal que se tornou ação coletiva

A história de Aizam Cristina ajuda a compreender a origem do projeto. Em seu depoimento, a professora relata experiências familiares marcadas pela violência contra a mulher e os desafios que enfrentou para continuar estudando depois de se tornar mãe na adolescência.

Após um período afastada dos estudos, voltou à escola e, posteriormente, realizou o sonho de ser professora. Sua trajetória integra o conjunto de entrevistas e estabelece uma ligação entre a experiência pessoal da educadora e a proposta de ouvir outras mulheres.

Ao reunir educadores, estudantes e moradoras, “Vozes Silenciadas” transforma uma experiência pedagógica em registro da história local. Nas entrevistas, mulheres da comunidade assumem o centro da narrativa e deixam suas memórias documentadas para os leitores de hoje e do futuro.

Sobre os autores e organizadores

Aizam Cristina Alves da Silva é professora da Escola Estadual Padre José de Anchieta, em Dorilândia, e idealizadora do projeto “Vozes Silenciadas: do silêncio ao protagonismo”. Sua trajetória é marcada pela retomada dos estudos e pela realização do sonho de exercer a docência. Mãe na adolescência, precisou interromper a formação escolar e, ao retornar, conciliou o trabalho como merendeira com a conclusão do Ensino Médio. As experiências vividas contribuíram para sua defesa da educação, da autonomia e da igualdade de direitos das mulheres. No livro, participa como organizadora e entrevistada, compartilhando memórias que ajudam a compreender a motivação da iniciativa.

Luan Alves de Sá nasceu em Araguaçu, Tocantins, em 14 de julho de 2001, e foi criado na Fazenda Lago Grande, no município de Sandolândia, em uma comunidade marcada pela simplicidade e pelo acesso limitado a oportunidades. Desde a infância, encontrou no esporte uma de suas grandes paixões. É licenciado em Educação Física pela Unopar e em Letras - Português/Inglês pela Faveni, com pós-graduações em Educação Física Escolar e Artes e em Educação Especial e Educação Física.

Professor efetivo da rede estadual do Tocantins, Luan atua como professor de Educação Física e Coordenador Pedagógico de Área de Linguagens e Ciências Humanas na Escola Estadual Padre José de Anchieta. Em sua atuação em projetos educacionais e esportivos, conquistou o primeiro lugar no Tocantins na categoria Ensino Médio - Escola do Campo, com um projeto que também esteve entre os seis melhores do estado. Colaborador da iniciativa e organizador da publicação, mantém sua atuação vinculada à educação, ao esporte e à comunidade onde cresceu, orientado pela convicção de que grandes sonhos também podem nascer em lugares pequenos.


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Livro do pastor Hisrael Ferreira Dias aborda capacitação de obreiros e formação de líderes cristãos

Publicada pela Editora Veloso, a obra reúne orientações sobre caráter, responsabilidade, prática ministerial e acompanhamento de quem atua no serviço da igreja.

Por Zacarias Martins

O preparo para o ministério cristão envolve conhecimento bíblico, maturidade emocional, cuidado com a família e responsabilidade no exercício da liderança. Esses são alguns dos temas do livro Capacitação para Obreiros e Mentoria Ministerial, de autoria do pastor Hisrael Ferreira Dias, publicado pela Editora Veloso.

Com 72 páginas e organizado em 11 capítulos, o livro é dirigido a obreiros em formação, obreiros atuantes, líderes, pastores e mentores ministeriais. A proposta é contribuir para a preparação de pessoas que desempenham diferentes funções nas igrejas, relacionando princípios bíblicos às situações do cotidiano ministerial.

Sobre o serviço cristão

Na apresentação, o autor defende que o serviço cristão exige preparo, compromisso e consciência das responsabilidades assumidas. Ao longo dos capítulos, desenvolve essa perspectiva por meio de reflexões sobre identidade ministerial, formação espiritual, integridade, disciplina e relacionamento com a liderança e a comunidade.

Dons e habilidades

Um dos pontos centrais da publicação é a atenção ao caráter de quem serve. Na abordagem de Hisrael Ferreira Dias, dons e habilidades precisam ser acompanhados por humildade, coerência entre discurso e prática e disposição para aprender. O livro também discute a importância do equilíbrio diante de críticas, frustrações e pressões que podem surgir no exercício das atividades religiosas.

Visão 360

Entre os destaques está o capítulo dedicado à mentoria ministerial com base na “visão 360”. A expressão é utilizada pelo autor para apresentar uma formação que contempla cinco dimensões: espiritual, emocional, familiar, doutrinária e prática. Nessa proposta, líderes mais experientes acompanham o desenvolvimento de outros obreiros por meio do ensino, da convivência, da orientação e do exemplo.

A relação entre ministério e vida familiar recebe atenção específica. O autor ressalta a necessidade de conciliar as responsabilidades na igreja com o cuidado do lar, incluindo o diálogo conjugal e a presença na vida da família.

A obra também aborda questões práticas, como organização dos cultos, postura no púlpito, aconselhamento, visitação, evangelização e atuação em departamentos. Outros capítulos tratam de hierarquia e disciplina ministerial, responsabilidades dos obreiros e condutas que, segundo o autor, devem ser evitadas no serviço eclesiástico.

Perspectiva bíblica

Com linguagem direta e conteúdo organizado em tópicos, a publicação pode apoiar leituras individuais e atividades de estudo e formação nas igrejas. As orientações refletem a perspectiva bíblica e ministerial apresentada pelo autor, que informa ter elaborado o trabalho a partir da meditação nas Escrituras, da observação prática e de sua experiência no ministério.

Ao reunir reflexão e orientação para o serviço cristão, “Capacitação para Obreiros e Mentoria Ministerial” propõe uma formação contínua, voltada ao desenvolvimento de líderes que exerçam suas funções com responsabilidade, integridade e compromisso com as pessoas.

Sobre o livro

Título: Capacitação para Obreiros e Mentoria Ministerial

Autor: Pr. Hisrael Ferreira Dias

Editora: Editora Veloso

Edição: 1ª edição, 2026

Páginas: 72

ISBN: 978-65-5282-078-5




sábado, 24 de outubro de 2026

Comitê de Cultura promove formações sobre sustentabilidade e políticas públicas no interior do Tocantins

Atividades gratuitas passam por Aliança do Tocantins, Peixe e Gurupi com debates sobre justiça climática e o Sistema Nacional de Cultura.



Por Zacarias Martins

O Comitê de Cultura no Tocantins inicia, nesta segunda-feira (26), um ciclo de formações especiais voltadas para agentes culturais, gestores e comunidades do interior do estado. A iniciativa integra as ações de descentralização do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), do Ministério da Cultura (MinC). O objetivo é democratizar o acesso às políticas públicas e fortalecer a preservação dos territórios locais.

A programação começa por Aliança do Tocantins, na segunda-feira, das 19h às 22h, com a oficina ministrada pelo músico e produtor cultural Rodrigo Martins. Na terça-feira (27), a mesma atividade será replicada no plenário da Câmara Municipal de Peixe, mantendo o mesmo horário.

Rodrigo Martins

Cultura e sustentabilidade em debate

A formação liderada por Rodrigo Martins traz como tema “Estratégias culturais para a sustentabilidade, justiça climática e promoção do bem viver”. Com metodologia participativa e duração de três horas, a atividade aborda a cultura como o quarto pilar do desenvolvimento sustentável, alinhada às diretrizes globais da Unesco (Mondiacult 2022).

Entre os tópicos urgentes que serão debatidos com o público estão o racismo ambiental, a filosofia do Bem Viver e a salvaguarda do patrimônio imaterial da região, como o manejo sustentável do capim-dourado e do babaçu. De acordo com Martins, o encontro é um espaço para elaborar propostas práticas de fortalecimento da economia viva local.


Marília Kraô, liderança da Aldeia Takaywrá


Foco nas políticas públicas e representatividade indígena

Na sexta-feira, 30, o ciclo de capacitações chega a Gurupi, no campus do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), das 9h às 12h. A formação será conduzida por Marília Kraô, liderança da Aldeia Takaywrá (Lagoa da Confusão), engenheira florestal, mestranda em Ciências Florestais e Ambientais pela UFT, pajé e raizeira.

Marília abordará os componentes e a implementação do Sistema Nacional de Cultura (SNC). O evento em Gurupi contará ainda com uma apresentação musical do artista Sion Santos.

Descentralização cultural

Segundo o coordenador geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, os encontros cumprem o papel fundamental de apoiar os fazedores de cultura longe dos grandes centros. "Queremos garantir que a preservação dos territórios caminhe lado a lado com a garantia dos direitos culturais no Tocantins", destaca Nogueira.

O Comitê opera no estado para conectar artistas, coletivos e produtores às ferramentas do governo federal, impulsionando a participação social e valorizando a diversidade artística tocantinense.

Silon Santos fará apresentação musical

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

HOMENAGEM AO COLETOR DE LIXO

 


21 de outubro – Dia Nacional do Coletor de Lixo


Com sua veste vibrante,

Corre a vida na calçada.

Deixa a cidade elegante

No romper da alvorada.


O seu trabalho sagrado

Traz saúde e proteção,

Merece ser abraçado

Por toda nossa nação.


Na força desse batente,

Todo povo agradecido,

Saúda o herói valente.

Que nunca será esquecido.

(Zacarias Martins)


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Escritor Zacarias Martins realiza roda de conversa literária em Igarapé-Miri (PA)


Por Simone Eichinger/Portal O Poder de Fato

IGARAPÉ-MIRI, PA — O município de Igarapé-Miri, na região do Baixo Tocantins, recebeu nesta segunda-feira (19) uma Roda de Conversa Literária comandada pelo poeta e jornalista Zacarias Martins. O evento ocorreu na Escola Estadual de Ensino Médio Manoel Antônio de Castro (Colégio MAC) e contou com a participação da escritora paraense Josette Lassance.

Natural de Belém, mas radicado em Gurupi (TO) desde 1983, Martins é apontado como um dos principais nomes da literatura contemporânea do Tocantins. A visita ao município paraense partiu de uma articulação do professor e escritor José Pinto, presidente da Academia Igarapemiriense de Letras (AIL). De acordo com o organizador, o projeto visa fortalecer a formação de leitores na rede pública, um passo considerado fundamental para o exercício da cidadania e do pensamento crítico.


Relevância acadêmica e cultural

Durante o encontro, José Pinto ressaltou o valor científico e estético das obras de Martins. “O autor estabelece um diálogo profícuo entre as particularidades regionais e os dilemas universais da condição humana por meio de uma tessitura narrativa rigorosa”, avaliou o presidente da AIL.



Cordelistas

A recepção ao escritor também foi celebrada pela comunidade local de cordelistas. A presidente da Academia Miriense de Literatura de Cordel, Nazaré Ferreira, destacou o impacto da ação para as novas gerações. “Recebê-lo aqui reforça o laço entre a nossa ancestralidade e a poesia viva”, afirmou.


Zacarias Martins foi recepciado pelos escritores Nazaré Ferreira e José Pinto.


Agradecimentos

Emocionado com o acolhimento, Zacarias Martins agradeceu à comunidade escolar e aos intelectuais locais. “Sair do Tocantins para compartilhar conhecimento com os estudantes de Igarapé-Miri é uma experiência extremamente gratificante”, declarou o autor.


Perfil

Zacarias Martins atua como poeta, cronista, jornalista e radialista, acumulando prêmios e honrarias ao longo da carreira. Ele é membro fundador da Academia Tocantinense de Letras (ATL) e da Academia Gurupiense de Letras (AGL), além de integrar o Comitê de Cultura do Tocantins e a diretoria regional da Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo (Febtur). Com seis livros de poesia publicados, Martins também assina o volume de crônicas "Histórias da história de Gurupi" — indicado duas vezes para o vestibular da universidade local — e estreou na literatura infantil em 2023.













domingo, 11 de outubro de 2026

Novo edital do MinC com R$ 7,85 milhões para fortalecer Pontões de Cultura


Inscrições seguem até 30 de outubro; iniciativa busca ampliar a articulação das redes culturais, incentivar a formação e fortalecer a cultura comunitária em todo o Brasil

O Comitê de Cultura no Tocantins chama a atenção das organizações culturais do estado para uma nova oportunidade de fortalecimento da cultura de base comunitária. O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), lançou o 2º Edital de Seleção para Fomento à Rede de Pontões Cultura Viva, que prevê investimento inicial de R$ 7,85 milhões e a seleção de, no mínimo, 13 organizações da sociedade civil em todo o país. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 30 de outubro de 2026, por meio da plataforma Mapa da Cultura.

A iniciativa integra a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e tem como principal objetivo fortalecer a atuação dos Pontões de Cultura, promovendo a formação, a mobilização, a articulação de redes e a sustentabilidade econômica das iniciativas culturais comunitárias. O edital também busca ampliar a conexão entre cultura e outras políticas públicas, especialmente nas áreas de educação, saúde, direitos humanos, igualdade racial, direitos das mulheres, meio ambiente, desenvolvimento social, segurança alimentar e geração de trabalho e renda.

Para o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins, Kaká Nogueira, o lançamento representa uma oportunidade para que organizações que desenvolvem trabalhos coletivos e comunitários possam ampliar sua atuação e fortalecer as conexões entre diferentes territórios. "Quando falamos em Cultura Viva, estamos falando das pessoas que fazem a cultura acontecer diariamente nas comunidades, nas periferias, nas aldeias, nos quilombos e nos territórios tradicionais. Esse edital reconhece a importância das organizações que articulam essas iniciativas e ajudam a construir redes de colaboração. O Tocantins possui uma diversidade cultural extraordinária, e precisamos incentivar nossas organizações a conhecerem essas oportunidades, fortalecerem suas parcerias e ampliarem sua participação nas políticas públicas de cultura", destaca Kaká Nogueira.

Fortalecimento das redes e valorização da diversidade

O edital está estruturado em dois eixos de seleção. O primeiro, Regional/Territorial, contempla projetos voltados à atuação nas cinco regiões brasileiras, além de territórios específicos, como o Arquipélago do Marajó, no Pará, e a Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Já o segundo eixo, Nacional/Temático/Identitário, contempla 22 categorias de atuação nacional, abrangendo diferentes expressões culturais e pautas sociais. Entre elas estão culturas tradicionais e populares, culturas indígenas, culturas quilombolas, culturas de matriz africana, culturas urbanas e periféricas, cultura e direitos das mulheres, juventude, patrimônio cultural, meio ambiente, comunicação, audiovisual, economia criativa e direitos humanos.

Para o Tocantins, a diversidade de categorias representa uma possibilidade de valorização de iniciativas ligadas aos povos indígenas, comunidades quilombolas, cultura popular, manifestações tradicionais, coletivos artísticos, organizações periféricas e movimentos culturais que desenvolvem ações comunitárias. A participação depende do atendimento aos requisitos previstos no edital e da abrangência exigida para cada categoria.

Quem pode participar?

Podem concorrer organizações culturais sem fins lucrativos que comprovem pelo menos três anos de existência formal, por meio de CNPJ ativo, e experiência mínima de três anos na realização de atividades em rede com Pontos ou Pontões de Cultura, grupos, coletivos ou outras entidades culturais.

Também é necessário demonstrar capacidade técnica e operacional para executar o projeto e possuir certificação como Ponto ou Pontão de Cultura ou inscrição no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura realizada até a data de publicação do edital no Diário Oficial da União.

Os projetos selecionados serão desenvolvidos durante 12 meses e deverão contemplar ações de comunicação, formação, intercâmbio de conhecimentos e mobilização das redes culturais. As propostas também deverão prever a participação de Agentes Jovens Cultura Viva e a articulação com um Comitê Gestor formado por representantes de Pontos de Cultura.

Outro destaque é a integração institucional. O edital reúne parcerias com 21 órgãos públicos federais, além de diferentes instituições do Sistema MinC, ampliando as possibilidades de cooperação entre cultura e políticas públicas de cidadania, educação, desenvolvimento sustentável e inclusão social.

Inscrições e orientações

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até as 23h59 do dia 30 de outubro de 2026, pelo Mapa da Cultura. O Ministério da Cultura também realizará uma nova reunião virtual de orientação e esclarecimento de dúvidas no dia 22 de outubro, às 15h, horário de Brasília, com transmissão pelo canal oficial do MinC no YouTube.

As organizações interessadas devem consultar o edital completo, os anexos e as retificações publicadas, com atenção especial ao Anexo 5, que apresenta as orientações para elaboração dos projetos.

Sobre o Comitê de Cultura no Tocantins

O Comitê de Cultura no Tocantins integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), iniciativa do Ministério da Cultura voltada à ampliação do acesso às políticas culturais, à promoção da participação social e ao fortalecimento das redes culturais nos territórios brasileiros. Por meio de ações de mobilização, formação, articulação institucional e difusão de informações, o Comitê atua para aproximar artistas, produtores, coletivos, organizações culturais e comunidades das políticas públicas de cultura, contribuindo para a democratização do acesso aos direitos culturais e para a valorização da diversidade artística e cultural tocantinense.

Serviço

Edital: 2º Edital de Seleção para Fomento à Rede de Pontões Cultura Viva – SCDC/MinC nº 11/2026

Investimento inicial: R$ 7,85 milhões

Inscrições: até 30 de outubro de 2026, às 23h59 (horário de Brasília)

Onde se inscrever: https://mapa.cultura.gov.br/oportunidade/11685/#info

Edital completo e anexos: https://www.gov.br/culturaviva/pt-br/rede-cultura-viva/editais/edital-de-selecao-fomento-a-rede-de-pontoes-cultura-viva

Tira-dúvidas virtual: 22 de outubro, às 15h, pelo YouTube do Ministério da Cultura.



 




quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Com a colaboração escritores regionais ação de biblioterapia é colocada em pratica na capital do Tocantins

Os  escritores Zacarias Martins, André Goveia e José Benilson compartilharam suas experiências literárias com os usuários do CAPS


Por Sandra Andreazza

Fotos: Jéssica Ribeiro


Na tarde de terça-feira, 6 de outubro, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), localizado na Quadra 804 Sul, em Palmas, foi palco de uma ação que uniu arte, educação e bem-estar. Trata-se da execução do projeto de extensão “Fortalecimento do Clube do Livro do CAPS: A literatura como aliada da saúde mental”, uma iniciativa do Curso de Letras da Universidade Aberta do Brasil (UAB/Unitins), polo de Paraíso do Tocantins.

Práticas educativas

Desenvolvido dentro da disciplina Projeto Integrador de Práticas Educativas I, o projeto é coordenado pelos professores Marinalva Rego Barros e Carlos Rocha. A execução da proposta ficou a cargo dos acadêmicos Andréa Luíza Collet, Francisco Ermelindo Faria, Maria Eduarda Silva Araújo e Mike Douglas Dias Santana.


Essa foi uma ação diferenciada e que chamou a atenção do seleto público presente


Apoio

A programação do evento, que contou com o apoio do Comitê de Cultura no Tocantins, incluiu uma Oficina de Vivências Literárias ministrada por três nomes de destaque da literatura tocantinense: o escritor e jornalista Zacarias Martins, titular da Academia Tocantinense de Letras (ATL) e assessor de imprensa da regional sul do Comitê de Cultura; o poeta e professor André Goveia, coordenador do polo indígena da Universidade da Maturidade (UMA) em Tocantínia; e o professor e escritor José Benilson, coordenador do Movimento Negro de Filadélfia, no norte do estado.

Doação de livros

Além de compartilharem suas experiências com os usuários, os intelectuais realizaram a doação de livros ao término da atividade. O objetivo da entrega foi estruturar e expandir o acervo do Clube do Livro do CAPS, garantindo a continuidade das leituras.

O papel da extensão

A acadêmica do curso de Letras, Andréa Luíza Collet, informou que o  projeto reforça o papel fundamental da extensão universitária em aplicar o conhecimento acadêmico diretamente em benefício da sociedade, promovendo a inclusão social, a saúde mental e o acolhimento por meio do poder das palavras.

O poeta e jornalista  Zacarias Martins é titular da Academia Tocantinense de Letras  (ATL), e autor de vários livros


Biblioterapia em destaque

Lembrando que a iniciativa buscou utilizar a biblioterapia — o uso terapêutico da leitura — como ferramenta complementar no tratamento psíquico, incentivando o engajamento dos usuários e humanizando o ambiente de cuidado, o escritor Zacarias Martins fez questão de destacar o impacto profundo que o contato com as obras pode gerar:

"A biblioterapia é uma prática de cuidado complementar de grande valor nos Centros de Atenção Psicossocial, pois utiliza os livros e as rodas de conversa literária para promover a expressão emocional, a socialização e a reabilitação psicossocial dos pacientes. Ao se deparar com personagens ou situações parecidas com as suas próprias vivências, o indivíduo sente-se compreendido e menos isolado, o que favorece o alívio emocional", garantiu Martins.

“Essas rodas de leitura compartilhada criam um ambiente seguro de escuta, troca de experiências e fortalecimento de vínculos entre os usuários, os profissionais e a comunidade. É, acima de tudo, um resgate da cidadania e da inclusão, funcionando como uma ponte de acesso à cultura, à educação e ao conhecimento fora dos padrões tradicionais, humanizando o espaço do CAPS", asseverou.



O poeta e professor André Goveia também falou sobre a sua produção literária


Além dos livros

O poeta André Goveia também compartilhou sua percepção sobre o encontro, destacando a capacidade regeneradora da poesia no cotidiano dos pacientes:

"A poesia e a literatura têm o poder de alcançar lugares na alma que a medicina tradicional às vezes não toca. Ver o brilho nos olhos dos usuários do CAPS ao ouvirem e recitarem versos reforça que a arte é um remédio vital. O papel do escritor vai além dos livros; nosso dever é usar a palavra como um abraço e uma ferramenta de emancipação social e mental", afirmou Goveia.

De Filadélfia, no norte do estado, o escritor José Benilson falou sobre a variedade temática em suas obras


Reconstrução da identidade

Em consonância, o escritor José Benilson enfatizou o papel da leitura na reconstrução da identidade e da autoestima dos participantes.

Benilson acredita que trazer a literatura para o ambiente do CAPS é também um ato de valorização da identidade de cada um ali presente.

“A leitura abre janelas para o mundo e portas para o autoconhecimento. Quando proporcionamos esse contato com as histórias e com a nossa própria ancestralidade cultural, estamos devolvendo a essas pessoas a voz e o direito de sonhar, fundamentais para qualquer processo de cura", pontuou Benilson.