segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Escritor Diogo Silva lança o romance "O Esporão da Arraia," em Araguaína



Por Zacarias Martins

O escritor e professor Diogo Silva, lança nesta sexta-feira, 7, o romance O Esporão da Arraia, publicado pela Editora Veloso. A noite de autógrafos acontece a partir das 18h30, na Livraria Hélio Books, no Lago Center Shopping, em Araguaína.

O autor explica que a narrativa da obra acompanha a trajetória de Arraia, uma mulher que enfrenta as adversidades da vida sem abandonar seus princípios.  “Sua caminhada revela não apenas o crescimento de uma personagem, mas também a formação de uma consciência comprometida com a defesa dos direitos humanos e com o combate às diversas formas de violência e exclusão social”, ressalta.

Perfil do autor

Diogo  Silva, é  Mestre em Estudos de Cultura e Território. Especialista no Ensino de História e Geografia,  bacharel em Teologia e  graduado em História. Professor da Educação Básica do Tocantins, também é  comunicador, escritor e poeta.  Além de Esporão da Arraia,  tem publicado o  livro História da Assembléia de Deus Ciadseta em Araguaína-TO., de 1948 à 2020. Participou com produções poéticas na  antologia  Ruas Vazias em prosa e versos e  no Anuário de Poetas e Escritores do Tocantins de 2022.



quarta-feira, 22 de julho de 2026

Miquelin Feitosa declara apoio à pré-candidatura de Gleydson Nato a deputado estadual

Jornalista e radialista passa a integrar o projeto político de Gleydson, que busca uma vaga na Assembleia Legislativa do Tocantins


O jornalista e radialista Miquelin Feitosa declarou apoio à pré-candidatura de Gleydson Nato a deputado estadual nas eleições de 2026.

A decisão ocorre após Miquelin anunciar a desistência de apoiar o projeto de reeleição do atual deputado estadual Eduardo Fortes.

Com a mudança, Miquelin passa a integrar o grupo político que trabalha pela eleição de Gleydson Nato para a Assembleia Legislativa do Tocantins. O apoio fortalece a pré-candidatura e amplia a presença do projeto em Gurupi e nas cidades da região sul do Estado.

Ex-candidato a deputado federal nas eleições de 2022, Miquelin afirmou que está pronto para contribuir diretamente com o projeto político liderado por Gleydson.

“Para mim, é motivo de muita alegria ser convidado para fazer parte desse projeto, pensado nas cidades da nossa região sul e nos interesses da nossa gente tocantinense. Estou pronto para contribuir e somar”, afirmou Miquelin Feitosa.

Apoio fortalece projeto de Gleydson Nato

A chegada de Miquelin representa mais um importante reforço à pré-candidatura de Gleydson Nato a deputado estadual.

Com experiência política, atuação no rádio e contato direto com a população, o jornalista passa a colaborar com a organização, a comunicação e o crescimento do projeto.

Miquelin possui cerca de 20 anos de experiência na área política e estratégica, além de mais de dez anos de atuação contínua no rádio tocantinense.

Nas eleições de 2022, ele disputou uma vaga para deputado federal e recebeu cerca de mil votos, ficando entre os candidatos mais votados do PDT no Tocantins.

Agora, essa experiência será colocada à disposição da pré-candidatura de Gleydson Nato, que trabalha para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa e ampliar a representação política de Gurupi e da região sul.

Experiência na vida pública

Gleydson Nato possui uma trajetória construída na política e na administração pública. Já foi vereador e vice-prefeito de Gurupi, ocupou funções no Governo do Tocantins e também assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa como suplente de deputado estadual.

Essa experiência permite que Gleydson conheça de perto o funcionamento do poder público, as dificuldades enfrentadas pelos municípios e os caminhos necessários para buscar recursos, defender projetos e atender às demandas da população.

Sua pré-candidatura busca reunir lideranças, apoiadores e representantes de diferentes setores em torno de um projeto voltado ao desenvolvimento de Gurupi e das cidades da região sul.

A adesão de Miquelin mostra que Gleydson continua ampliando seu grupo político e conquistando a confiança de pessoas com experiência pública, eleitoral e na comunicação.

Representação para a região sul

Entre as principais propostas do projeto está o fortalecimento da representação política da região sul na Assembleia Legislativa.

O grupo defende que Gurupi e os municípios vizinhos precisam ter uma voz presente nas decisões do Estado, principalmente em áreas como saúde, infraestrutura, geração de empregos, desenvolvimento econômico e apoio às comunidades.

Para Miquelin, apoiar Gleydson significa participar de uma construção política pensada para defender os interesses da população tocantinense e contribuir para o crescimento das cidades da região.

Com o novo apoio, a pré-candidatura de Gleydson Nato ganha experiência política, força na comunicação e maior capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade.

Mais do que anunciar uma mudança de grupo, Miquelin Feitosa deixa clara sua decisão: contribuir com o projeto que pretende eleger Gleydson Nato deputado estadual.

Na política, um projeto ganha força quando consegue reunir experiência, confiança e pessoas preparadas para caminhar na mesma direção.



sábado, 18 de julho de 2026

Grupo Vozes de Ébano lança single de manifesto de poder e liberdade da mulher

Com humor, samba e a força, novo lançamento narra o instante em que uma mulher reconhece as mentiras de uma relação, recusa o papel de coadjuvante e escolhe voltar a ser protagonista da própria história


“Você é fogo, nêgo! Não é brincadeira”. A frase chega como provocação, elogio e alerta. O homem cantado parece irresistível: sedutor, cheio de lábia, promessas e artifícios. Mas, à medida que a história avança, o fogo que inicialmente encanta passa a revelar outra face — a da instabilidade, da mentira, das ausências e do desgaste provocado por uma relação em que apenas uma das partes parece assumir a responsabilidade de cuidar.

É a partir desse jogo entre desejo, ironia e lucidez que o Vozes de Ébano, formado pelas cantoras Cinthia Abreu, Fran Santos e Malusa, apresenta seu novo single, “Você é Fogo, Nêgo!”, disponível a partir deste sábado, 18, em todas as plataformas digitais. Com letra, música e arranjos do músico Lucimar, a composição transforma uma experiência amorosa em uma narrativa de amadurecimento e autoafirmação. Não se trata apenas de uma canção sobre o fim de um romance. É o retrato do instante em que uma mulher deixa de esperar que o outro mude e decide mudar o lugar que ela própria ocupa naquela relação.

Padrão de comportamento

A obra acompanha uma personagem que percebe ter sido conduzida por promessas, desaparecimentos, demonstrações superficiais de carinho e diferentes versões de uma mesma história. Em vez de permanecer presa ao ciclo da esperança e do perdão, ela reconhece o padrão de comportamento do companheiro, nomeia o que a machuca e escolhe partir.

O lançamento chega em pleno Julho das Pretas, período de mobilização, visibilidade e fortalecimento das lutas das mulheres negras, e amplia o sentido político da música produzida pelo Vozes de Ébano. Aqui, a resistência não aparece apenas como denúncia direta ao racismo. Ela se revela no direito de uma mulher negra amar, desejar, se decepcionar, estabelecer limites e decidir que não permanecerá em um lugar onde sua presença não é respeitada.

O fogo que seduz e queima

O título da música carrega um duplo sentido. O personagem é “fogo” porque possui presença, magnetismo e capacidade de sedução. Mas também é fogo porque provoca confusão, desgaste e insegurança. É alguém que chama atenção, mas não oferece estabilidade; que faz promessas, mas não sustenta atitudes; que encanta pela aparência, mas não constrói uma relação verdadeira.

A referência ao samba também possui uma dimensão simbólica. O homem se apresenta como alguém que sabe conduzir a dança, mas, na relação, está fora do ritmo. A mulher tenta avisá-lo, tenta fazê-lo “caprichar no samba”, mas não é escutada. Para o compositor Lucimar, a canção se constrói justamente a partir dessa combinação entre leveza musical e profundidade narrativa. “A música fala de uma mulher que despertou. Ela viveu o encanto, acreditou nas promessas e tentou manter a relação, mas chegou ao momento em que percebeu que não precisava mais aceitar aquele lugar. A linguagem do samba, do carnaval, da igreja, da mandinga e do futebol aproxima a história do cotidiano brasileiro. É uma canção divertida em sua forma, mas muito séria no que diz sobre dignidade, amadurecimento e liberdade”, afirma Lucimar.

Mulher negra forte

Para a artista Cinthia Abreu, a música dialoga com a experiência de mulheres que, muitas vezes, são levadas a acreditar que precisam suportar tudo para preservar uma relação. “Existe uma expectativa de que a mulher, principalmente a mulher negra, seja sempre forte, compreensiva e capaz de sustentar emocionalmente todas as pessoas ao seu redor. A personagem da música rompe com essa obrigação. Sua força não está em suportar indefinidamente, mas em reconhecer o próprio valor e escolher sair de um relacionamento que a diminui.”

Ainda segundo a cantora, a mudança de perspectiva é central para a obra. A narradora não é apresentada como alguém incapaz de amar ou de perdoar. Ao contrário, ela amou, acreditou e ofereceu oportunidades. O que muda é sua compreensão de que o amor não pode depender apenas de sua disposição para reconstruir aquilo que o outro continua destruindo.

No refrão, a mulher anuncia que se cansou dos “afagos de fachada”, dos desaparecimentos e das narrativas que não passam de ilusão. Segundo Fran Santos, essa tomada de consciência faz com que a música ultrapasse a história particular de um casal. “A canção fala de um romance, mas muitas mulheres vão se reconhecer nela. É sobre aquele momento em que a gente deixa de justificar as atitudes do outro e começa a escutar a própria voz. A personagem não quer mais viver de expectativa, não quer mais completar sozinha aquilo que deveria ser construído por duas pessoas. Quando ela diz que cansou, esse cansaço não é fraqueza: é consciência, é limite e é o começo de uma nova etapa”, explica.

Fran complementa que a interpretação coletiva do Vozes de Ébano reforça essa passagem do individual para o coletivo. “Cantada por três mulheres negras, a narrativa em primeira pessoa deixa de representar somente uma personagem e passa a ecoar experiências compartilhadas por muitas mulheres. Uma voz conta. Outra confirma. Outra fortalece. Juntas, elas transformam o “eu” da composição em um “nós” simbólico.”

Não sou mais rainha do seu carnaval

A imagem que encerra a música é também uma de suas metáforas mais potentes. A personagem afirma que não é mais a rainha do carnaval daquele homem. À primeira vista, ocupar o lugar de rainha poderia significar destaque, brilho e reconhecimento. Entretanto, a letra evidencia que se tratava de um protagonismo apenas aparente. Ela tinha presença no espetáculo, mas não possuía voz nas decisões. Era admirada enquanto imagem, mas não era verdadeiramente escutada. Seu brilho servia à festa de outra pessoa.

Para Malusa, a narrativa certamente encaixa em um relacionamento hétero ou homoafetivo, pois esse empoderamento e enfrentamento de relações tóxicas é sempre necessário, em qualquer relacionamento. Segundo a artista,  a força da composição está justamente em transformar o término em um ato de reposicionamento. “Ela não está dizendo que deixou de ser rainha. Está dizendo que não será mais rainha do carnaval dele (ou dela). Isso muda tudo. Ela deixa um lugar em que era exibida, mas não era ouvida, e passa a escolher a própria direção. A ruptura não aparece como derrota. Aparece como retomada de si, como a decisão de não aceitar menos do que respeito, verdade e reciprocidade.”

Julho das Pretas

Lançada durante o Julho das Pretas, a música encontra um contexto que amplia sua leitura. Nesse cenário, “Você É Fogo, Nêgo!” contribui para trazer a dimensão afetiva para o centro do debate. A vida das mulheres negras não pode ser narrada apenas pela resistência diante do sofrimento. Ela também é composta por amor, desejo, prazer, humor, dança, frustração, escolhas e recomeços. O direito de construir relações saudáveis, de ser respeitada em sua individualidade e de sair de vínculos que produzem apagamento também faz parte da luta por dignidade.

Para Cinthia Abreu, o lançamento durante o Julho das Pretas reforça a relação entre arte, experiência pessoal e transformação social. “O Julho das Pretas também é um momento para falarmos sobre a liberdade das mulheres negras em todas as dimensões da vida. Temos o direito de escolher como queremos amar, de reconhecer quando uma relação deixou de ser saudável e de recomeçar sem culpa. A música afirma que nenhuma mulher deve permanecer onde precisa se diminuir para que outra pessoa cresça”, completa a cantora.

Grupo Vozes de Ébano

Com estreia em agosto de 2024, o Grupo Vozes de Ébano é uma iniciativa artístico-cultural que utiliza a música, a poesia e o teatro como ferramentas de afirmação identitária, combate ao racismo e valorização das ancestralidades negras. Com uma linguagem sensível e potente, o grupo já alcançou milhares de pessoas em apresentações presenciais e online, no Tocantins, Brasília e São Paulo, consolidando-se como uma referência no cenário cultural do estado. As artistas que estão à frente do grupo musical – Cinthia Abreu, Fran Santos e Malusa – têm se surpreendido com a repercussão, que já contabiliza público de mais de 20 mil pessoas, vídeos com cerca de 30 mil visualizações e ingressos esgotados em todas as temporadas de shows abertos ao público. Instagram: @vozesdebano.

Ouça agora

O novo single do Vozes de Ébano já pode ser ouvido nas principais plataformas digitais - Spotify, Apple Music, YouTube, Deezer, Amazon Music, Tidal, Napster, SoundCloud, Audiomack, Boomplay, além de outros serviços de streaming. Para encontrar a faixa, basta pesquisar por “Você É Fogo, Nêgo!” ou pelo nome do grupo Vozes de Ébano. Outra música disponível no canal do grupo é “Senzala”, também de autoria de Lucimar, e que trata sobre orgulho e ancestralidade negra.



domingo, 12 de julho de 2026

Banda Clandestinos se destaca no cenário do rock tocantinense

 

A banda gurupiense Clandestinos tem se destacado no cenário musical tocantinense. RecentemNa semana passada,   a banda se apresentou no Covernation, evento realizado no Tendencies Music Bar. Durante o evento 12 bandas tocantinenses se apresentaram, tocando covers de bandas como Pearl Jam, Link Park, Metallica e outras. 

A Banda Clandestinos ficou incumbida de tocar os clássicos do Pearl Jam.  

O Covernation, é um evento realizado desde 2013 na cidade de Palmas e reúne o melhor do rock tocantinense. E nesse ano de 2026, teve um propósito muito maior,  a causa animal. Passando a se chamar "Cãovernation". Onde toda a renda do evento foi revertida em ração. 

A Clandestinos conta com os músicos  Rayssa Alves no vocal,  Fernando França e Lucas Cardeal nas guitarras, Henrique Marinho na bateria e Mari Pantoja no contrabaixo.

Neste ano de 2026, a  Banda Clandestinos celebra 10 anos de existência e tem ainda por vir muitos projetos na busca de ajudar manter viva a chama do rock gurupiense.




quinta-feira, 9 de julho de 2026

Carta de Agradecimento


(Fotos: Daniel Leão)

A Federação Tocantinense de Artes Cênicas — FETAC e toda a equipe de organização do Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura vêm, por meio desta carta, expressar nossa mais profunda gratidão a todas as pessoas, instituições, coletivos, movimentos, artistas, gestores e fazedores de cultura que fizeram deste encontro uma experiência viva, potente e memorável.

Entre os dias 1º e 3 de julho de 2026, o Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas, tornou-se mais do que um lugar de programação. Tornou-se território de escuta, de afeto, de troca, de construção coletiva e de celebração da cultura como direito, como política pública, como memória e como futuro.

O Encontro Regional Centro-Norte nasceu com o propósito de reunir vozes, experiências, saberes e trajetórias dos territórios. E foi exatamente isso que aconteceu. Durante três dias, vimos a cultura pulsar nos debates, nas apresentações artísticas, nas falas emocionadas, nas rodas de conversa, nos corredores, nos abraços, nas articulações e nos encontros que seguirão germinando muito depois do encerramento oficial da programação.

Foram 11 Estados do Norte e Centro- Oeste, e dezenas de municípios, de Norte a Sul do Tocantins. Agradecemos, com imenso reconhecimento, à equipe de organização, que trabalhou com compromisso, sensibilidade e coragem para transformar ideias em realidade. Cada detalhe pensado, cada demanda resolvida, cada acolhimento realizado e cada etapa construída demonstraram que grandes encontros são feitos por pessoas que acreditam profundamente no que fazem.


Nosso agradecimento especial também à equipe de mobilização, que percorreu caminhos, dialogou com territórios, convidou pessoas, aproximou municípios e ajudou a garantir que o encontro fosse verdadeiramente participativo. Mobilizar é mais do que divulgar: é escutar, chamar para perto, abrir caminhos e lembrar que a cultura só se fortalece quando chega a todos os lugares.

À equipe de comunicação, nosso reconhecimento pelo trabalho cuidadoso, estratégico e sensível na divulgação, cobertura e registro de cada momento. Comunicar a cultura é também disputar narrativas, valorizar histórias, dar visibilidade aos territórios e afirmar que aquilo que nasce do povo precisa ser visto, ouvido e respeitado.

Aos artistas, grupos e coletivos participantes, nossa gratidão imensa. Vocês deram corpo, voz, ritmo, beleza e presença ao encontro. Cada apresentação, intervenção, manifestação e participação reafirmou a força criativa do Tocantins, da região Norte e dos territórios que fazem da arte uma forma de existência, resistência e transformação.

Aos gestores e gestoras de cultura de cada município e estado, agradecemos pela presença, pela escuta e pela disposição em construir pontes entre as políticas públicas e as realidades dos municípios. A participação de vocês é fundamental para que a cultura seja tratada com a seriedade que merece: como direito da população, como instrumento de desenvolvimento e como base para a cidadania.

Aos movimentos sociais do Tocantins e da região Norte, nossa reverência. A presença de vocês fortaleceu o sentido político e comunitário deste encontro. Porque cultura também é luta por território, por identidade, por memória, por igualdade, por justiça social e por reconhecimento. Cada movimento presente ajudou a lembrar que não existe política cultural verdadeira sem participação popular.

Agradecemos ainda a todas as pessoas que vieram de perto e de longe, que ocuparam o Espaço Cultural José Gomes Sobrinho com suas histórias, perguntas, experiências, sonhos e compromissos. Cada presença foi essencial. Cada voz ampliou o alcance do encontro. Cada participação ajudou a construir um capítulo importante para a cultura no Tocantins e no Brasil.

Saímos deste encontro com o coração agradecido e com a certeza de que a mobilização não se encerra aqui. O que vivemos nesses três dias seguirá ecoando nos municípios, nos coletivos, nos espaços culturais, nas comunidades, nas instituições e nas redes que continuam trabalhando para que a cultura seja cada vez mais democrática, diversa, acessível e fortalecida.

Em nome da FETAC e de toda a organização do Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, o nosso muito obrigado.

Obrigado a quem construiu.

Obrigado a quem participou.

Obrigado a quem acreditou.

Obrigado a quem segue fazendo da cultura uma força de transformação coletiva.

Com gratidão, respeito e compromisso,


Federação Tocantinense de Artes Cênicas — FETAC

Equipe de Organização do Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura

Palmas — Tocantins, julho de 2026

Kaká Nogueira

Presidente da FETAC


terça-feira, 7 de julho de 2026

Encontro Regional fortalece integração cultural entre Norte e Centro-Oeste

Evento reuniu representantes de 11 estados em Palmas e reforçou a articulação entre Comitês de Cultura, gestores e Ministério da Cultura.


Por Rodrigo Martins

Após três dias de debates, formações, articulações institucionais e apresentações artísticas, o Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura foi encerrado nesta sexta-feira (3), em Palmas. Realizado pelo Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Comitê de Cultura no Tocantins, o evento reuniu representantes de 11 estados, dezenas de municípios tocantinenses e consolidou o diálogo entre gestores públicos, agentes culturais e instituições do Sistema MinC.

Marco para a região

Coordenador do Comitê de Cultura no Tocantins e presidente da Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), Kaká Nogueira destacou que o encontro representa um marco para a produção cultural regional. "Conseguimos promover um debate profundo para o Tocantins e para toda a região Norte e Centro-Oeste. Agora precisamos ampliar esses espaços de integração e aprofundar as discussões sobre as especificidades dos nossos territórios", afirmou.

A secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do Ministério da Cultura, Roberta Martins, ressaltou que o encontro também consolidou o Tocantins como um espaço estratégico para grandes debates nacionais. "Juntamos os estados do Norte e do Centro-Oeste para construir políticas voltadas às especificidades desses territórios. Esse talvez tenha sido o maior ganho deste encontro", disse.

Cooperação e novos caminhos

Para o coordenador do Escritório Estadual do Ministério da Cultura no Tocantins, Cícero Belém, o encontro reuniu diferentes atores da política cultural em um mesmo espaço. "É um marco para o Tocantins, para a região Centro-Norte e também para o Ministério da Cultura, que realiza uma experiência inédita de integração regional."

A diretora de Articulação e Governança do Ministério da Cultura, Desirée Tozi, destacou que o próximo passo será transformar essa aproximação em ações permanentes. "Queremos fortalecer os planos de trabalho dos Comitês e criar redes de cooperação entre os estados para potencializar as ações nos territórios."

Representando os participantes, o secretário municipal de Cultura e Turismo de Monte do Carmo, Wanderson Silva, ressaltou a importância da troca de experiências. "A gente aprende com quem veio de outros estados e também compartilha a nossa realidade. Todos saem levando uma bagagem maior para fortalecer o trabalho em seus municípios."

Encerramento

Além da programação técnica, o encontro promoveu reuniões entre representantes da FETAC, da Funarte e artistas para discutir demandas da classe cultural. O encerramento contou ainda com o desfile Coleção Raízes. Promovido pelo Instituto Brasil Sustentável, o desfile apresentou peças confeccionadas e ressignificadas a partir de roupas de brechó, unindo criatividade, sustentabilidade e identidade cultural.

Ao longo dos três dias, o Encontro Regional Centro-Norte fortaleceu a articulação entre os estados participantes e reafirmou o papel do Comitê de Cultura no Tocantins na mobilização de agentes culturais e no fortalecimento das políticas públicas para a cultura.

domingo, 5 de julho de 2026

Dois escritores tocantinenses recebem homenagem da Academia de Letras de Marabá


Representando a  Literatura do Tocantins, André Goveia e Zacarias Martins, passam a integrar o quadro de Membros Correspondentes daquele sodalício. 

  Zacarias Martins e André Goveia, os homenageados em Marabá

Por Sofhia Pontes

Os escritores tocantinenses André Goveia e Zacarias Martins foram homenageados pela  Academia de Letras de Marabá – ALMA, no Pará quando  receberam o título de Membro Correspondente durante sessão solene realizada na noite de sexta-feira, dia 3, no plenarinho da Câmara  de Vereadores.  

Zacarias Martins e o presidente da ALMA, Manoel Rodrigues

Na oportunidade, os intelectuais tocantinenses foram recepcionados pelo presidente da Academiade Letras de Marabá, o escritor e professor Manoel Rodrigues da Silva, que destacou que o ingresso da dupla, chega em boa hora para enriquecer ainda mais os quadros de integrantes daquele sodalício. A ALMA vem se destacando pelo empenho no cultivo da língua,  da literatura e  na preservação da memória histórico-cultural na região tocantina.  

O presidente da Academia, Manoel Rodrigues, também prestou hmenagens ao poeta André Goveia


Honrado

Autor de vários livros de poesia e oriundo de Tocantínia, na região central doTocantins, o poeta e professor André Goveia falou da sua emoção de ingressar noquadro de Membros Correspondentes da ALMA.  “Sinto-meprofundamente honrado  a fazer  parte desta Casa de  Letras a partir de agora, especialmente,  em poder intensificar um proveitoso intercâmbio cultural com o escritores de Marabá e, assim, reavivar a chama  do fazer literário e do fomento à cultura  prazerosa da leitura”, destacou. 

Os acadêmicos Zacarias Martins, Lara Borges, Júnior Vaz, de Canaã dos Carajás, e André Goveia

                  Encontro de imortais da literatura tocantina

Sentindo-se em casa 

Já  o veterano  poeta, jornalista e ativista cultural Zacarias Martins, uma das principais referências da literatura no Estado do Tocantins, aproveitou, também, para agradecer pela calorosa acolhida dos nobres confrades marabaenses.  Disse que se sentia em casa ao reencontrar  amigos literatos de longa data e que ingressar na ALMA é motivo de muita satisfação. 

No pronunciamento de posse, Zacarias Martins falou sobre o seu trabalho de formaão de leitores por meio das Rodas de Conversas Literárias nas escolas

 “Quero fazer um agradecimento especial ao presidente da ALMA,  Manoel Rodrigues da Silva, pela recepção recebida, bem como, ao festejado poeta   Javier Di-Mary-a-abá,  que nos acolheu com muita alegria  em sua residência, proporcionando-nos  momentos inesquecíveis de uma salutar  convivência cultural”, concluiu Martins.






sexta-feira, 3 de julho de 2026

Encontro Regional Centro-Norte debate protagonismo da população negra na construção das políticas culturais

Debate destacou memória, ancestralidade e participação social da população negra.


Por Rodrigo Martins

A construção de políticas públicas de cultura com a participação da população negra esteve no centro dos debates desta sexta-feira (3), durante o Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, em Palmas. O tema foi discutido no Diálogo em Roda – Julho das Pretas: Cultura, Memória e Participação Social, que reuniu Ana Mumbuca, do Quilombo Mumbuca, em Mateiros (TO), e Érica Lopes, da Comunidade Quilombola Barra da Aroeira, em Santa Tereza do Tocantins (TO). A mediação foi de Aline Vieira, do Comitê de Cultura do Pará.

Ancestralidade e representatividade

Ao refletir sobre sua trajetória, Ana Mumbuca destacou que o reconhecimento dentro das comunidades negras é construído pelo trabalho coletivo e pela confiança das pessoas, e não por uma autodeclaração.

"Eu gosto muito de lembrar da palavra ancestralidade. Liderança é muito sério e precisa ser reconhecida e não ‘autodizível’ [sic.]. Eu não sou liderança porque fui eleita. Estou aqui pelo trabalho que desenvolvo e pelo que posso compartilhar com vocês", afirmou.

A palestrante também ressaltou que prefere ser reconhecida pelas contribuições que construiu ao longo da vida. "Eu sou apenas Ana. Faço poesia, escrevo algumas coisas, sou pesquisadora e artesã do capim-dourado. Essas são coisas palpáveis", disse.

Comumunicação que nasce do povo

Participante da roda de diálogo, João Meireles, do Comitê de Cultura do Pará, leva um grande aprendizado da atividade. Ele entende que as políticas públicas precisam partir das realidades vividas pela população negra e pelos territórios. "Saio daqui pensando que vale a pena continuar. Precisamos construir uma política feita por nós, a partir do nosso território, do nosso povo e da nossa comunicação", afirmou.

João destaca ainda que existe a ideia de que as comunidades negras não sabem comunicar suas próprias demandas. "Quando o povo preto se comunica, independentemente de dinheiro ou religião, ele gera movimento. É um movimento que nasce de dentro, de forma orgânica e muito mais afetuosa", destacou.

Cultura, memória e participação social

As discussões reforçaram que fortalecer as políticas públicas de cultura também significa ampliar os espaços de participação da população negra, reconhecer seus saberes e garantir que suas experiências contribuam para a formulação das ações governamentais.

Para a coordenadora de Comunicação e Eventos do Comitê de Cultura no Tocantins, Bell Gama, a presença de lideranças quilombolas tocantinenses fortaleceu o diálogo proposto pelo encontro e aproximou o público das realidades vividas nos territórios.

"É muito animador contar com palestrantes tão potentes no Encontro e, sendo mulheres quilombolas tocantinenses, do nosso território, temos o sentimento de que o público saiu impactado e provocado deste encontro", destacou.

O debate integrou a programação do Julho das Pretas durante o Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, reafirmando o compromisso com a valorização da diversidade, da memória e da participação social na construção das políticas públicas de cultura.




Ana Mumbuca leva a voz do Quilombo Mumbuca ao Encontro Regional Centro-Norte

Quilombola do Jalapão defende a ancestralidade como fundamento das políticas públicas de cultura.


Por Rodrigo Martins

Os saberes dos povos e comunidades tradicionais como caminho para fortalecer as políticas públicas de cultura marcaram a palestra magna da poetisa, escritora e artesã, Ana Mumbuca, realizada nesta quinta-feira (2), durante o Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, em Palmas. Integrante do Quilombo Mumbuca, localizado no Jalapão tocantinense, a palestrante conduziu uma reflexão sobre ancestralidade, diversidade cultural e a importância dos territórios na construção de políticas públicas mais conectadas com a realidade brasileira.

Territórios como espaços de conhecimento

Com o tema “Os Territórios Ensinam: ancestralidade, diversidade cultural e a reinvenção das políticas públicas”, Ana Mumbuca defendeu que os conhecimentos produzidos pelas comunidades tradicionais devem ocupar espaço central na formulação das políticas culturais. Para ela, os territórios guardam formas de organização, convivência e cuidado capazes de inspirar um novo olhar sobre o desenvolvimento e a democracia.

Durante a palestra, Ana ressignificou o conceito de quilombo ao afirmar que esses espaços representam liberdade, resistência e construção coletiva. “Quilombo é significado de liberdade e não de escravidão”, afirmou ao destacar que as comunidades tradicionais carregam conhecimentos que atravessam gerações e permanecem vivos por meio da cultura e da convivência com o território.

Personalidade quilombola falou sobre liberdade e superação.


Cultura como modo de vida

Ao compartilhar experiências do Quilombo Mumbuca, Ana explicou que, para sua comunidade, cultura vai além das manifestações artísticas e está presente no modo de viver, na relação com a natureza e na transmissão dos saberes entre as gerações. Segundo ela, a água, os pássaros, a terra, a lua e as estrelas também ensinam sobre pertencimento, cuidado e permanência.

“Para nós, cultura é modo de vida”, afirmou, ao defender que esses conhecimentos sejam considerados na formulação das políticas públicas voltadas aos territórios.

Desafios para as políticas públicas

A palestrante também chamou atenção para os impactos das mudanças climáticas sobre os modos de vida das comunidades tradicionais e defendeu que os conhecimentos ancestrais podem contribuir para enfrentar os desafios ambientais contemporâneos. Em sua avaliação, ouvir os territórios é uma necessidade para construir políticas públicas capazes de dialogar com a diversidade cultural e com as diferentes realidades do país.

Ao refletir sobre o papel do Estado, Ana Mumbuca destacou que instrumentos como o Sistema Nacional de Cultura representam avanços importantes, mas ressaltou que sua efetividade depende da capacidade de incorporar os saberes das comunidades e fortalecer a participação social.

Diversidade fortalece a democracia

Ao encerrar a palestra, a quilombola afirmou que as políticas públicas somente alcançarão sua plenitude quando reconhecerem a diversidade cultural brasileira como elemento estruturante da democracia. “As políticas públicas só vão ser eficientes na sua plenitude quando pensarem como o povo pensa, respeitando a diversidade e todas as formas de vida”, destacou.

A palestra integrou a programação do Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, realizado pelo Ministério da Cultura em parceria com o Comitê de Cultura no Tocantins. O evento reúne representantes de 11 estados das regiões Norte e Centro-Oeste para discutir estratégias de fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura, da participação social e das políticas públicas voltadas aos territórios.



quinta-feira, 2 de julho de 2026

Comitê de Cultura no Tocantins inicia encontro regional


 Encontro reuniu artistas, gestores culturais e lideranças políticas.

 
Representantes  da cultura de matriz africana também participaram do evento

Por Rodrigo Martins

O Comitê de Cultura no Tocantins abriu, na noite desta quarta-feira (1º), o Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, realizado no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas. O evento segue até sexta-feira (3), reunindo gestores públicos, artistas, agentes culturais, pesquisadores, representantes da sociedade civil e integrantes dos Comitês de Cultura e Escritórios Estaduais do Ministério da Cultura de estados das regiões Norte e Centro-Oeste para debater o fortalecimento das políticas públicas de cultura.

O encontro é realizado pelo Comitê de Cultura no Tocantins e pela Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), em correalização com o Ministério da Cultura, Universidade Federal do Tocantins (UFT), Fundação Cultural de Palmas e Secretaria de Estado da Cultura. A programação contempla palestras magnas, painéis, oficinas, rodas de diálogo, apresentações culturais e debates sobre temas como Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, comunicação popular, inclusão, acessibilidade, audiovisual, cultura popular e tradicional, além da qualificação de gestores e agentes culturais.

 
Apresentações artísticas marcaram a abertura do evento.

A cerimônia de abertura contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Adolfo Meneses, da presidente da Fundação Cultural de Palmas, Luara Aquino, do diretor do Sistema Nacional de Cultura, Júnior Afro, da coordenadora-geral dos Comitês de Cultura, Mirela Araújo, do coordenador do Escritório Estadual do Ministério da Cultura no Tocantins, Cícero Belém, além de representantes dos Comitês de Cultura e Escritórios Estaduais do Pará, Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Presidente do Comitê de Cultura no Tocantins e da Federação Tocantinense de Artes Cênicas (FETAC), Kaká Nogueira destacou que o encontro representa um marco para o fortalecimento das políticas culturais na região Norte e Centro-Oeste. “A gente só consegue fazer um evento dessa magnitude unindo forças. Este encontro representa um marco na discussão sobre as políticas públicas de cultura da nossa região e reforça a necessidade de fortalecer os municípios, aperfeiçoar as políticas de fomento e valorizar toda a diversidade cultural presente no nosso território”, afirmou.

Evento fortalece a articulação das políticas públicas de cultura.


Representando o Ministério da Cultura no Tocantins, Cícero Belém reforçou o compromisso do Governo Federal com a ampliação das políticas culturais em todo o país. Segundo ele, o encontro fortalece o diálogo entre os gestores municipais e as diversas instâncias do Ministério da Cultura, permitindo que os municípios conheçam melhor os instrumentos disponíveis para ampliar o acesso às políticas públicas do setor.

A coordenadora-geral dos Comitês de Cultura, Mirela Araújo, destacou que o encontro é resultado de um trabalho construído com dedicação entre o Ministério da Cultura e as instituições parceiras. Ela ressaltou que a programação foi pensada para incentivar a troca de experiências, fortalecer a articulação entre os territórios e ampliar a integração entre gestores, agentes culturais e sociedade civil.


Durante a solenidade, o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Meneses, desejou um excelente encontro aos participantes e destacou a importância do diálogo para o fortalecimento da cultura. Já o diretor do Sistema Nacional de Cultura, Júnior Afro, ressaltou que a cultura exerce papel fundamental na transformação social, na ampliação da cidadania e no fortalecimento da democracia brasileira.

A abertura também foi marcada por apresentações regionais que evidenciaram a riqueza da cultura tocantinense. Encerrando a primeira noite de programação, o cantor Dorivã, conhecido como “Passarim do Jalapão”, levou ao palco um repertório dedicado à identidade cultural do Tocantins, dando início às atividades do encontro, que prosseguem até sexta-feira com painéis, oficinas e debates voltados ao fortalecimento das políticas públicas de cultura na região Centro-Norte.



terça-feira, 30 de junho de 2026

APROEST, Governo Federal, UFT lançam o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins




A Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (APROEST), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDIR), o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com a UFT, lançam o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins, nesta quinta-feira, dia 2 de julho, às 16 horas no auditório da OAB em palmas.

Desenvolvimento Planejado

“O lançamento do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins é o início de um amplo processo de construção coletiva, voltado ao desenvolvimento planejado, sustentável e inclusivo de uma das regiões agrícolas mais importantes do País” – enfatiza Wagno Milhomem, presidente da APROEST, entidade gestora do polo.

Wagno Milhomem, presidente da APROEST

Municípios Integrantes

A Região Sudoeste do Tocantins foi reconhecida como um dos principais territórios de agricultura irrigada do Brasil, por isso, passa a fazer parte da política nacional de agricultura irrigada. O Polo reúne os municípios de Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia, Dueré, Pium, Cristalândia, Sandolândia e Santa Rita do Tocantins, consolidando-se como referência nacional na produção agrícola irrigada. 

Destaque Nacional

“Responsável por parcela significativa da produção nacional de alimentos, a Região Sudoeste posiciona o Tocantins como o terceiro maior produtor de arroz do Brasil, oitavo maior produtor de feijão, além de concentrar cinco municípios entre os dez maiores produtores nacionais de arroz” – informa Wagno Milhomem.

Diagnóstico Técnico

O presidente da APROEST assegura que “o Plano de Desenvolvimento Sustentável terá como uma de suas principais missões produzir um diagnóstico técnico integrado e estabelecer diretrizes para o uso racional da água, a expansão ordenada da agricultura irrigada e a compatibilização entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Seminário Inclusivo

Após o lançamento do polo, haverá um seminário com a participação de agricultores familiares, produtores rurais de grande, médio e pequeno portes, entidades classistas, técnicos da APROEST, sob a coordenação da UFT, para a elaboração do plano.” Esse seminário marca uma nova era de desenvolvimento para o Tocantins, com a inclusão de todos aqueles que produzem alimentos, bens e serviços para o nosso Estado” – enfatiza Milhomem

SERVIÇO

Lançamento Plano de Desenvolvimento Sustentável do Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins

02 de julho/quinta-feira - 16 horas Auditório da OAB – Palmas 




sexta-feira, 26 de junho de 2026

Grupo Cultural Suça das Dianas, de Dianópolis, recebe placa de reconhecimento do Ministério da Cultura


Na manhã desta sexta-feira, 26, a sede do Grupo Cultural Suça das Dianas, em Dianópolis, na região sudeste do estado, foi palco de um momento histórico para a cultura tocantinense: a cerimônia oficial de instalação da placa de reconhecimento do Ministério da Cultura, que certifica o grupo como Ponto de Cultura da Política Nacional Cultura Viva. 

O evento reuniu autoridades, representantes de instituições parceiras e membros da comunidade, simbolizando o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo grupo na preservação, valorização e fortalecimento da cultura popular do sudeste do Tocantins. 

Presenças de autoridades

Estiveram presentes representantes da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, da Secretaria Municipal da Juventude, da Câmara Municipal de Vereadores, da Unitins, do IFTO, da OAB Subseção Dianópolis, da Polícia Militar, do SEBRAE, do Colégio Estadual João D'Abreu, além de convidados, parceiros, amigos e integrantes da comunidade. 

O professor e escritor Doutor Wátila Misla, declamou uma de suas poesias

Declamação

A cerimônia teve início com a declamação da poesia "Suça, ancestralidade do Tocantins", de autoria do professor e escritor Doutor Wátila Misla, que também realizou a apresentação da obra ao público. O momento destacou a força da memória, da identidade e das raízes culturais presentes na dança da Suça. 


Apresentação da  Suça

Em seguida, integrantes do  Ponto de Cultura Suça das Dianas realizou uma apresentação de batuque e dança da Suça, levando emoção aos presentes e reafirmando a importância dessa manifestação tradicional como patrimônio vivo da cultura tocantinense. Após a apresentação cultural, foi aberta a palavra às autoridades e representantes das instituições presentes. 

Em seus pronunciamentos, todos ressaltaram a relevância do trabalho desenvolvido pelo Grupo Cultural Suça das Dianas, destacando sua contribuição para a preservação da cultura popular, a formação de crianças e jovens, o fortalecimento da identidade cultural e o desenvolvimento social por meio da arte. 

Importante reconhecimento do MinC

O momento mais marcante da cerimônia ocorreu quando a coordenadora, professora Roberta Menezes do Ponto de Cultura Suça das Dianas, visivelmente emocionada, realizou seu discurso de agradecimento. Em sua fala, relembrou a trajetória construída ao longo dos anos, os desafios enfrentados e a importância do reconhecimento concedido pelo Ministério da Cultura, resultado do esforço coletivo de todos que acreditam na força da cultura popular. 

Instalação de placa

Logo após, foi realizada oficialmente a instalação da placa de reconhecimento na sede do grupo, consolidando um marco histórico para a instituição e para a cultura de Dianópolis. 

A coordenadora Roberta Menezes explicou que a  partir desse reconhecimento, o Grupo Cultural Suça das Dianas passa a integrar oficialmente a Rede Cultura Viva como Ponto de Cultura, fortalecendo ainda mais sua missão de preservar, promover e difundir a tradição da Suça, incentivando a participação das novas gerações e reafirmando a cultura como instrumento de cidadania, inclusão social e transformação. 

“A cerimônia representou o reconhecimento de uma história construída com dedicação, resistência e compromisso com a cultura popular, celebrando a ancestralidade, a memória e o futuro da Suça no Tocantins.” Finalizou.



quarta-feira, 24 de junho de 2026

Comitê de Cultura em Mobilização percorre cidades do Tocantins para divulgar Encontro Regional Centro-Norte dos Comitês de Cultura



Com o objetivo de ampliar a participação social, mobilizar fazedores de cultura e fortalecer o diálogo sobre políticas públicas culturais no Tocantins, o Comitê de Cultura no Tocantins iniciou, nesta terça-feira, 23, a ação Comitê de Cultura em Mobilização, uma agenda territorial de divulgação do Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura.

A mobilização já se iniciou e circula ao longo desta semana em Miracema do Tocantins, Paraíso do Tocantins, Guaraí, Taquaruçu, Palmas e Porto Nacional, reunindo artistas, produtores, gestores públicos, coletivos, grupos culturais, educadores, estudantes, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil.

A ação tem como foco divulgar e convidar a população para o Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, que será realizado de 1º a 3 de julho de 2026, no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas. O encontro será gratuito e reunirá participantes dos estados das regiões Norte e Centro-Oeste, promovendo formações, debates, apresentações artísticas e espaços de escuta e participação social.

Kaká Nogueira

De acordo com o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins e presidente da Federação Tocantinense de Artes Cênicas — FETAC, Kaká Nogueira, a mobilização é uma etapa fundamental para garantir que o encontro seja construído com presença efetiva dos territórios. “O Comitê de Cultura em Mobilização nasce com esse compromisso de chegar aos municípios, dialogar com os fazedores de cultura e reforçar que esse encontro é um espaço de todos. Queremos que artistas, gestores, comunidades tradicionais, coletivos, professores, estudantes e agentes culturais estejam presentes, porque discutir política cultural é também pensar o desenvolvimento social, econômico e simbólico dos nossos territórios”, destaca Kaká Nogueira.

Durante a mobilização, as equipes apresentam a proposta do Encontro Regional, orientam sobre a participação dos municípios e reforçam a importância da presença dos gestores municipais de cultura, artistas e representantes da sociedade civil. A proposta é fortalecer a articulação regional e incentivar que cada cidade se organize para participar ativamente da programação em Palmas.

 Bell Gama

A diretora de Comunicação e Eventos do Comitê de Cultura no Tocantins, Bell Gama, ressalta que a mobilização também cumpre um papel estratégico de comunicação popular e democratização da informação. “Muitas vezes as oportunidades, os debates e as formações não chegam com a força necessária aos territórios. Por isso, essa ação é tão importante. Estamos indo até as cidades, conversando diretamente com os agentes culturais e explicando como cada pessoa pode participar. A cultura precisa ser construída com presença, escuta e pertencimento”, afirma Bell Gama.

Encontro

O  Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura acontecerá de 1º a 3 de julho, no Espaço Cultural, e será um espaço de integração entre artistas, gestores culturais, acadêmicos, professores, agentes culturais e sociedade civil. A programação contará com apresentações artísticas, palestras magnas, painéis sobre cultura e leis de incentivo, debates sobre políticas culturais, manifestações culturais do Tocantins, formações e discussões sobre inclusão e acessibilidade.

Entre os temas que serão abordados estão comunicação popular, direitos culturais, inclusão e acessibilidade, Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil — MROSC, audiovisual, cultura popular e tradicional. O encontro também prevê emissão de certificados para os participantes, fortalecendo a formação e a qualificação de agentes culturais e gestores públicos que atuam diretamente na construção das políticas culturais nos municípios.

As inscrições e informações sobre o Encontro Regional Centro-Norte serão divulgadas pelos canais da FETAC — Federação Tocantinense de Artes Cênicas, por meio do site www.fetac.org e do Instagram @fetac_oficial.

Realização

O Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura é uma realização do Comitê de Cultura no Tocantins e da Federação Tocantinense de Artes Cênicas — FETAC, em correalização com o Ministério da Cultura, Universidade Federal do Tocantins — UFT, Fundação Cultural de Palmas e Secretaria Estadual da Cultura do Tocantins.



segunda-feira, 22 de junho de 2026

Estudantes de Tocantínia conhecem os bastidores da comunicação e da produção de livros em Palmas


Os estudantes participantes do Projeto de Eletiva Comum Poetas do Xodó, do Centro Educacional Fé e Alegria Frei Antônio, de Tocantínia, vivenciaram uma enriquecedora aula de campo na capital tocantinense, sob a orientação do professor André Goveia. A atividade teve como principal objetivo incentivar a leitura, promover a disseminação da literatura e estimular a formação de novos escritores e poetas.

A programação iniciou com uma visita aos estúdios do SBT em Palmas, onde os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer os bastidores da produção jornalística. Durante o encontro, jornalistas e produtores explicaram como as notícias são apuradas, produzidas e veiculadas em uma emissora de televisão, proporcionando aos alunos uma compreensão mais ampla sobre o papel da comunicação na sociedade contemporânea.


No Espaço Cultural  José Gomes Sobrinho

Na sequência, os estudantes visitaram o NILA - Núcleo Integrado de Leitura e Arte,  localizado no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, com destaque para a Biblioteca  Municipal Jornalista Jaime Câmara, onde participaram de uma inspiradora roda de conversa poética com a escritora e coordenadora da Biblioteca, Gislene Camargo,  que  falou sobre sua trajetória literária, o processo de criação de suas obras e a importância da leitura na formação humana e cultural.

No Shopping

O roteiro também incluiu uma visita à Livraria e Editora Livro e Leitura, localizada no Capim Dourado Shopping, onde os estudantes puderam conhecer de perto as etapas de publicação, edição, divulgação e comercialização de livros. A experiência permitiu compreender como uma obra literária percorre diferentes caminhos até chegar às mãos dos leitores.

O poeta e profesor André Goveia, fez a entrega de uma de suas obras à também escritora Gislene Camargo,   coordenadora da Biblioteca Municipal Jornalista Jaime Câmara



Grande aprendizado

Segundo o professor André Goveia, a aula campo representou um momento de grande aprendizado e inspiração para os participantes. “Quando os estudantes conhecem escritores, bibliotecas, livrarias, editoras e os meios de comunicação, eles percebem que a literatura e a escrita são possibilidades reais de transformação social e pessoal. Nosso objetivo é despertar talentos e incentivar que mais jovens se tornem leitores, poetas e escritores”, destacou.

Poetas do Xodó

A iniciativa integra as ações do Projeto Poetas do Xodó, que vem se consolidando como um importante espaço de incentivo à produção literária estudantil, valorizando a criatividade, a leitura, a escrita e o protagonismo juvenil. Ao longo do ano, os estudantes desenvolvem atividades de poesia, contos, rodas de leitura, recitais e produção de obras autorais, fortalecendo a cultura literária no ambiente escolar.

A aula campo em Palmas deixou marcas positivas nos participantes, ampliando horizontes e reforçando a importância da educação, da literatura e da comunicação na formação de cidadãos críticos, criativos e comprometidos com a transformação da sociedade.